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Mostrando postagens de Outubro, 2008

Informe!

Atenção, este é o blog oficial da Associação Cultural Literatura no Brasil. O blog do escritor Sacolinha é outro. Anotem aí:
www.sacolagraduado.blogspot.com

[EXALTATIONE]

Non debebas mihi exaltare,
Non debebas mihi charlare,
Non debebas m ihi odiare,
Sed debebas ad-sic amare.
Amare Psidium Guayava,
Amare Perséa Americana,
Amare Magnífica Indica,
Amare Tabebuia Impetiginosa,
Et totus arboris terrestris.
Ab mesissimus hactenus,
Discebat quae Iesus Nazarenus,
Non fuit supra Deus,
Caeser non fuit supra Iesus Nazarenus,
Antipater non fuit supra Caeser,
Sed humanitatis,
Humanitatis encontrabit; lud,
In demonstratio et in amor...
De homine!

[O PILOTO MAIS HÁBIL DO MUNDO].

Venha cá, puxe, literalmente, a poltrona, sente-se, tome um gole de água mineral, afine a sua voz; precisamos dialogar – mas, dialogar sobre o quê?

Bem, caminhemos a passos lentos sob a névoa da história, e analise-se a cada dia, a cada semana, a cada mês, a cada ano, a cada século, a cada milênio, alcancemos os primórdios da civilização, e, de lá, retornemos, em estudo e pesquisa, ao século vinte para assistir as arriscadas manobras dos pilotos no decurso da Primeira Grande Guerra Mundial.

Na oportunidade, usemos de toda a nossa astúcia para escapar do inferno dos petardos representados pelas destruidoras granadas, pelos disparos arrasadores dos canhões, pelos detonar dos fuzis e de toda a parafernália bélica no sentido particular de preservar a vida.

Demais disso, acalmados os ventos da guerra insana; quatro anos depois, assistamos a Sacadura Cabral e a Gago Coutinho tomar o grafite da ousadia para escrever nos anais da história o grande feito – a primeira travessia do Oceano Atlântico…

Suzano

Agenda Cultural – Novembro

Centro de Educação e Cultura "Francisco Carlos Moriconi"
Rua Benjamin Constant, 682 – Centro – Suzano – SP
Fone: 4747-4180

08/11 – 20h
Pavio da Cultura – Sessão Negra
Dentro das comemorações do Mês da Consciência Negra o tradicional sarau focará o tema da questão racial. O homenageado dessa vez é o poeta Castro Alves.
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi
GRATUITO

25/11 – 20h
Trocando Idéias

Atividade da Associação Cultural Literatura no Brasil que tem como objetivo promover o debate à cerca do livro e do autor.
Livro do mês: Graduado em Marginalidade, de Ademiro Alves (Sacolinha).
Facilitador: Cákis
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil
Local: Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi
GRATUITO

29/11 – 20h
Pavio Erótico
Este sarau é realizado a cada três meses é feito em parceria com a Secretaria de Saúde que traz informações sobre DSTs e dis…

[UMA CARTA INESPERADA]

Caro mancebo!

Há algum tempo lhe observo pela forma e pela maneira de proceder e me pergunto:... – [Por que hesita tanto em seguir aos meus conselhos?]... – Afinal...

Como se sabe, não sou um personagem qualquer. Eu sou o reitor de uma Universidade, formado na eternidade, Mestre e Doutor na Ciência do Mal, e, assim, pretendo-lhe graduar-lhe na cátedra da marginalidade.

Eu lhe louvo, por ser bom filho, bom marido, bom pai; trabalha, ganha a vida com um salário de fome, estuda, se diverte, mas pode ser que lhe falte o essencial – dinheiro – talvez!

Por causa dele, ultimamente, você tem se desentendido com a sua companheira e, confesso; incitei-a a lhe dar um par de chifres. O pagamento é por sua extremada rebeldia – mas você está sempre preferindo ser o bom moço e, então, somente tem arranjado problemas para sua vida.

Quanto a minha pessoa; continuo no propósito de ensinar-lhe a portar um revolver, não importa se calibre 32 ou 38, acionar o gatilho, matar... – quero ministrar os conhecimento…

[HELENA NA ZONA... - QUEM DIRIA?]

Há, exatamente, mil, novecentos e setenta e cinco anos, no mês de maio, a maior personalidade da historicidade humana; disse:... – [Não julgueis para que não sejais julgados, pois com o juízo com que julgardes sereis julgados e com a medida que tiveres tomado hão de medir-vos a vós...], portanto, sejamos mansos com as pombas, astutos como os leões, e, prudentes como as serpentes – não o façamos.

Sigamos o nosso vôo em direção ao nosso argumento de hoje...

Se bem me lembro, é um domingo...

O dia amanhece, completamente, nublado, intermediando tanto momentos de estia e quanto de uma chuvinha fina, gelada e insistente que molha até aos nossos ossos retesados pelo intenso frio primaveril.

Empolgado, levanto-me às seis horas e trinta e dois minutos, tomo um banho rápido, engulo, literalmente, um pão com margarina e bebo uma chávena de café, e, eufórico, eu calço os meus sapatos – o direito e o esquerdo – lógico, tomo o guarda-chuva que dorme no guarda-roupa e saio...

Vou à zona!

Carro, ônibus, m…

[MAGISTER]

Se magister meo iuvenium est... – penso...
- Unde esse sperientia sua?
Sed, se magister meo veturum est... – penso...
- Jam deberit esse superatum...
Hagora, se magister meo non tenerit automobile... – penso...
Non superavit malitia sua nec malitia ad mundus ephemerus.

Se o meu mestre é jovem... – penso...
- Onde está a sua experiência?
Mas, se o meu mestre é velho... – penso...
- Já deveria ser superado...
Agora, se o meu mestre não tem automóvel... – penso...
- Não superou a sua malícia nem a malícia do mundo efêmero

[DÊ UM AFAGO... - NÃO CUSTA NADA!]

Qual foi o maior dos afagos?... – O maior afago foi o afago da cruz!... – Sem dúvidas...

Todos os dias eu tenho a necessidade de sentir-me abraçado, de um carinho, de alguém que me pegue no colo;... – que me entenda.

Ao longo da minha existência insólita e efêmera como um ser humano sobre o Terra tudo faço para observar os dispositivos e as artimanhas do amor... – o amor em filhotes das cãs, o amor em filhotes das gatas, o amor em filhotes de macacas, o amor em filhotes de éguas e onde a experiência tática tem, paralelamente, o valor análogo ao alimento no aprendizado e no comportamento.

Se eu trocar os filhotes das cãs, das gatas, das macacas e das éguas, pelos filhotes de outras espécies; de que isto me adiantará?... – Cada qual reconhece a sua própria cria, logo, se conclui:... – o tato é muito importante para a vida.

Esses filhotes se relacionam com o mundo exterior, mas, na hora da mamadeira, correm para a mãe porque reconhecem, nela, nada mais, menos do que – o toque do amor.

Portant…

[SONETO PARA LINDEMBERG]

Tem dois olhos, um nariz, e, uma boca,
E, dois ouvidos, um cérebro, e, entrementes,
A ciência me vem com a balela; é gente,
Pois, menino, criança, bebê, usou touca.

Tem dois braços, duas mãos, dez dedos, e, insano,
É o simulacro da morte, do crime, e, somente,
A ciência insiste em dizer:... – que é gente,
Porque, na verdade, é demônio – ledo engano.

Tem duas pernas, dos pés, dez artelhos,
Por isso, à ciência oferto um conselho,
Pare – é do demônio em imagem de gente.

Tem um sexo para o gozo e a reprodução,
Tudo mais, porém não se iluda – isso não,
Porque, nele, o coração é ausente.

[UM ESTADO DE COMPLETA INSENSATEZ]

Antenor acaba de completa sete anos e, nessa idade, começa a estudar.

Primeiro cursa os estudos mais elementares, isto é, os iniciais que se rotulam como fundamentais e neles permanece durante nada mais, nada menos do que cinco anos.

Terminado os primeiros cinco anos de aprendizado, ingressa nos estudos em médios é aí permanece por longos três anos, e, então, sente que a escalada junto as suas habilidades e vocações abre-lhe as portas da Universidade e, em razão direta da sua aplicação, adentrando ao mundo mágico da Universidade, estuda a Filosofia do Direito.

O Direito Romano, o Direito Civil, o Direito Comercial, o Direito Financeiro, o Direito Público, o Direito Privado e as demais cadeiras da Filosofia do Direito são companheiras e cúmplices em sua vida estudantil.

Certo dia, experiente, o Velho Mestre, disse-lhe:... – Venha cá, deixe de lado um minuto os livros, o código civil, e, puxe a cadeira; precisamos conversar...

O Velho Mestre o inquire:... – [Estás terminando o curso; é ou nã…

[SONETO PARA ELOÁ CRISTINA]

Oh!... - Rosa cálida!... - Oh!... - Rosa de essência cristalina!
Privam-lhe do corpo, mas como privar-lhe da candura?
A do anjo dócil que habita em sua alma lívida e pura,
Ou, na nobreza do caráter da rosa chamada Eloá Cristina.

Creio, um ledo engano há naquela alma ignota e morta,
Que nos braços frágeis da altivez se julga uma celebridade,
Por derramar em fluxo o seu sangue na cruel mediocridade,
Que de tão insana e invulgar há de pensar; ela está morta.

E imaginar... - o enorme grau da infame insanidade,
Que rouba-lhe o corpo por julgar-lhe sua propriedade,
E olvida, nesse sentido; nada existe de formal.

E imaginar... - a total ausência do senso e da lisura,
Em arroubos esquizofrênicos puros flashes de loucura,
Que faz desse carrasco um ignóbil animal.

[AMOR ADOLESCENTE]

Mañana temprano, si, yo viengo y creo,
Que la sol me venirá cón más calor,
Y que en nosotros hubiera más amor,
Aún que sea una locura; más yo no creo.

Yo contemplaré en cielo azul ese lunar,
Y la sol y la diosa luna estarán presentes,
Bendecindo el nuestro amor adolescente,
Aún que tenamos los cuarenta años tán vulgar.

Y la noche... - será hermoza y muy linda,
El cielo será estrellado y más encantador,
Y la caida de la sol llenará calor a la tarde.

El dia seguiente, las estrellas serán más brillante,
Y la sol, la luna, el lunar estarán adelante,
De nuestro amor adolescente.

[UNE ESSERE VIVENTE AMBIGUO]

Domandai ché parlasse a me di fiores,
I lei stessa parlò a me di amore,
Domandai ché parlasse a me di amore,
Allora, lei stessa parlò a me di fiores.

Domandai ché levasse a me a passeggiare,
I lei stessa levò a me a uno albergo,
Domandai ché me levasse a uno albergo,
Dunque lei stessa levò a me a passeggiare.

Elle è Sophia i piu tanto spiezza,
Ma Sophia è la genuina belezza,
De suo piano a suo sorriso.

Elle è Sophia i piu bella dona,
Ma Sophia dunque la maddona,
De suo píano a suo sorriso.

[DILEMA]

Gravidez na adolescência, doenças sexualmente transmissíveis; problemas que, na história humana, sempre estão presentes.

Como forma de preveni-los, necessário é-nos expô-los, pois, como se sabe; ambos, entre si, estão ligados ao sexo.

Tarefa difícil? – Talvez! – Fácil? – Não se sabe! Afinal, se não estivéssemos nos expressando para adolescentes...

No entanto, se aceite o desafio, e, para tanto, tome-se como referência uma flor – qualquer uma das flores – não – a mais adorada dessas flores – a rosa.

Portanto, puxe-se a cadeira, sente-se, cale-se a boca, aguce-se os ouvidos, e, acompanhe o raciocínio, considere-se – não será impossível.

Não obstante, aceitável é-nos amigo leitor (a), ainda que não se tenha percebido, dir-se-á que o surgimento de uma rosa se inicia diante de uma singela transformação na extremidade de um ramo.

Algum tempo depois, aquilo que, antes, se assemelha a uma verruga, dá origem a um botão que, ante…

[CAMINHADA PARA O SUCESSO]

O caminho para o sucesso deve ser construído com pegadas, uma após as outras, no entanto, que se apaguem a medida que surjam em nossa caminhada!

[CONTROVERSIAS]

Pedi que ela falasse de amor, mas ela falou de flor.
Pedi que falasse de flor, então ela falou de amor.

[SE]

Se não houvesse o vazio quântico, como contemplar o Big Bang?
Se não houvesse o Big Bang, como surgiria o universo?
Se não surgisse o universo, como se formaria o Terra?
Se não se formasse o Terra, como surgiria o carbono?
Se não surgisse o carbono, como se criaria a humanidade?
Se não se criasse a humanidade, até surgiria o mal...
Se não surgisse o mal, a vida seria, apenas, amor.
E, se a vida fosse, apenas, amor...
Então, eu seria deus!

Fogueira, Literatura e Pipoca

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A programação cultural de Suzano continua a todo vapor, inclusive no campo literário. Nesta sexta-feira (17/10), a partir das 19h, acontece no Centro Cultural Boa Vista o projeto "Fogueira, Literatura e Pipoca". A população pode participar gratuitamente da atividade, que tem como objetivo promover o debate e incentivar a produção literária. Promovido uma vez por mês, esta edição terá como tema "Literatura Infanto-juvenil" e contará com a participação da facilitadora Landy Freitas.

O projeto, que conta com o apoio da Prefeitura de Suzano, é realizado pela Associação Cultural Literatura no Brasil. O Centro Cultural Boa Vista fica na rua Katsutosh Naito, 957, Sesc, Suzano.
Outras informações pelo telefone 4749-7556.

ACLB & PMS

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Nós da Associação Cultural Literatura no Brasil em parceria com a Prefeitura Municipal de Suzano, lançamos ontem, 16/10, no Restaurante Popular da cidade, o projeto "Apetite Literário" que consiste na troca de livros, revistas e HQ's. Este projeto acontecerá de segunda à sexta, das 11h às 14h. Confira abaixo algumas imagens.
Um dos usuáriosEstagiária do restaurante e o Yoseph

A galera fazendo uma boquinha O público e os livros


Uma das primeiras trocas

O povo garimpando

Materiais de divulgação







Renner e Renato

A muvuca



A chegada do Prefeito


Olha o que estamos plantando

Andréia (Rita)

Walmir (Secretário de Cultura) e Sacolinha (escritor)

Paulo Odair

Renner

Autoridades no anúncio do projeto

O prefeito fazendo sua troca

O Grand Finale

O nosso espaço

Próximo evento

Confira a programação completa da 3ª Feira do Livro do CDC Tide Setubal:DIA 6/11 (QUINTA-FEIRA)Das 14h às 15h
CONTAÇÃO DE HISTÓRIA
Com Cláudio Oliveira
, ator, diretor teatral, diretor da Cia Padedê e contador de histórias.TEATRO: A Cidade das Cantigas
Baseado no livro homônimo, do educador, poeta e escritor Marciano Vasquez, o espetáculo conta as aventuras das meninas Melissa e Celina no universo de uma cidade encantada.Das 15h30 às 17h30
CONVERSA COM O AUTOR
Literatura, escola e educação: um contexto de ensino ou de aprendizagem?
Com Ricardo Azevedo, Sonia Madi e Nelson de Oliveira.
Mediação: Maria Alice SetubalEssa mesa tem como objetivo refletir sobre em que medida a literatura contribui para que educadores, educandos e comunidade escolar redescubram o prazer de estar com o mundo, relendo os seus fazeres a partir dos diversos saberes que a literatura traz para a vida cotidiana.Ricardo Azeved…

[AS APARÊNCIAS ENGANAM... - SIM OU NÃO?

Certo dia, a rainha da [England], cuidando de política, estava passeando através de aprazíveis bosques com um conde do [United Kingdom].

O dia estava ensolarado e calmo, e, entrementes, os dois olhavam desatentos e absortos a paisagem enquanto ouviam a melodia entoada pelos pássaros; ia ao chá das cinco horas da tarde com os demais integrantes da realeza.

De repente, lightning, este o nome do cavalo marrom, solou um estrondoso pum que, inclusive, sacudiu não somente a charrete, mas, também, aos nobres viajantes.

Constrangida diante da ocorrência, a rainha virou-se, apressadamente, para o conde, e, disse:... – [Fogive me Lord! As far as give concerned, the nature is even so… - Perdoe-me Senhor! No que me diz respeito a natureza é assim mesmo.].

O conde, fitando os olhos azuis da rainha, replicou:... – [Pooh, isn’t necessary to stay from that way, so much ashamed! Verily, verily, I’s have thinked which there was been one the horses; do not apologize… - Ora, não é necessário ficar desse jeit…

[SONETO DA TRANSIÇÃO]

Toco o escurecido céu com a ponta dos meus dedos,
O céu obscuro e opaco, sem a luz solar e sem luar,
Que inflama o caminho na imensidão tão invulgar,
E, dos meus enganos venho e componho esse enredo.

Toco o estranho céu, sim, com a ponta dos meus dedos,
Impregnado da inércia ausente de qualquer galáxia estelar,
E, na ausência de alor, eu, sóbrio, me pego a sonhar,
E, torno aos tempos em que o meu cerne era o medo.

O medo por deixar o conforto do quente útero materno,
O medo de ver as cores, as luzes, o estado sempiterno,
E, viver na ilusão de uma chupeta e de uma touca.

O medo de descobrir no crasso estímulo que me incita,
O medo de saber que já não sou mais reles um parasita,
E, de sentir o dedo aposto em meu céu da boca.

[SONETO PARA MINHA AGONIA]

Onde estás neste momento?... – Ó flor do campo?
Tu que, insinuante, exalas o perfume de uma flor,
E, me lanças aos obscuros alores e devaneios do amor,
Onde estás; agora?... – Dize-me... – Ó flor do campo?

Estás no oceano lúbrico entre a inércia dos rochedos?
Estás entre os chumaços de algodão que há no ignoto céu,
Ou, entre as gotas gélidas, prateadas do luar que é teu véu?
Onde estás?... – No inimaginável universo dos teus medos?

Não; estás nos sustenidos e nos bemóis que vêem do vento,
Estás no pensamento e no retrocesso de um vil lamento,
Que a minha alma cândida não ouça um só lamento.

Estás em cada uma das gotas salgadas que brota no oceano,
E, do zênite do pensamento sou eu o teu único e fiel decano,
A sucumbir nas ondas bruscas do oceano em lúdica fúria.

[SONETO PARA TANIA MARA]

Oh!... – Flor de Jundiaí! – Oh!... – Flor cândida e pura,
Tu que pelas letras cruzas o meu tortuoso caminho,
Eivo de pontiagudas pedras e de sutis, cruéis espinhos,
Fazes-me pensar, e, assim, escrever com tal lisura.

Que flor és tu?... – De que perfume é a minha cara?
De poesia? De virtude? De religião, ou, de sendo puro?
Nem mesmo eu sei; mas és a flor que tanto auguro,
Que sejas tu, ó tão romântica poetisa – Tânia Mara.

De que me importa, agora, se és a for de Jundiaí?
E se o perfume que exalas é de rosa, ou, de manacás?
Diante das vernáculas que o caminho talha.

De que me importa se tu és a flor cândida e pura?
Se tu és a Tânia Mara de alma volátil e pura?
Que perdes a vida, mas ganhas a batalha.

Último Pavio

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Imagens do último Pavio da Cultura em Suzano. fotos: Landy Aliados Yoseph

Sacolinha

Profª Cristina

Guel Brasil e seu berrante

Allan e seu olhar galante


Nelson Olavo que completou 43 anos e recebeu os parabens

[SONHO]

Ó que tristeza é viver nesse Brasil!
País exótico de preconceito eficaz,
Cumprimentam-me à frente; mas por trás,
Dão-me uns tiros em um singelo ato vil.
Ó que agonia é o viver nesse Brasil!
Predominância da desigualdade social,
Onde sobe ao pódio o preconceito racial,
Que macula o simulacro da pátria varonil.
Ó que surpresa é esse ledo engano!
O que fazer se não sou eu; decano?
Nessa vida infame e enfadonha.
O que fazer em prol da humanidade?
Para insuflar-lhe o amor e a fraternidade,
É isso que a minha alma sonha.

[Vita Ingrata]

Eu sou um caminhante nesta vida ingrata,
Que tira do chorume, do lixo o alimento,
Que sofre sem o escape de um só lamento,
Diante da agonia da existência inata.
Eu sou aquele que usa serpente como gravata,
Que tem cinqüenta anos, mas não tem registro,
Que não tem documento e nem assim por isto,
Desespera-se diante desta sua vida ingrata.
Eu sou aquele que tem setenta; já envelhecido,
Que dorme ao relento e pelo frio encolhido,
Que cuida do lixo sim... – senhor!
Porque dele é o proveito do estomago comedor,
Porque é ele que me inspira no real alor,
Perante as vidas infames, ressentidas.

[ADMINISTRAÇÃO TUPINIQUIM... - UMA CONTROVÉRSIA À VISTA.].

Isto aconteceu no início do ano passado; uma polêmica quanto ao resajustamento do salário mínimo...
Diante da necessidade de entender um dos grandes problemas da Administração Brasileira, decidimos, mais uma vez, como integrntes do grupo de Estudos Sociológicos, da "Universidade da História Humana e Social" , de todos os tempos, descer a época da formação de uma nação de, exatamentente, quinhentos e seis anos de existência, chamada, simplesmente "Brasil!".
Assim é que, eu, o José, nascido em Manaus, a Simone, nascida em Santa Maria de Belém do Grão Pará, o João, nascido em Floripeira de Nossa Senhora das Neves, atual João Pessoa, a Raquel, nascida em São João da Ponta e a Dalva, nascida em São Luiz do maranhão, decidimos tomar o trem da eternidade pilotado por ninguem mais ninguem menos do que Deus na estância Arujá, na Estação dezembro, do dia oito para, viajando, ao tempo de Alexandre Vi, Rosa Vanoza Catanei e seus filhos mais famosos Lucrezzia Bórgia, mas, na real…

[DEFINHANDO]

Oh... – que mulher é essa,
Que se senta ao meu lado?
Que me fala e eu ouço calado,
Em sua fala mansa dispersa.
Oh... – que mulher é essa,
Que me vem da lúdica Micena?
E em silencio, calada, encena,
O reverso da vida, a vida reversa.
Será de Atenas; ou será a Milena?
Será de Tróia a lendária Helena?
E... – isto, lamento – não sei!
Será a Ione da enigmática pompéia?
Ou será a patrícia, a nobre ou a plebéia?
Sei lá... – o que sei... – eu me dei!
II
Não obstante, por que a ovação se não sou decano?
A não ser da dor que em meu peito se inflama,
E insana, a alma, inerte, derrama,
A teus pés em fiel e justo reclamo.
O reclamo que atinge a mulher feita jóia,
A jóia que exala o perfume da flor,
A jóia que brilha em tom multicor,
E outra não é senão a Helena de Tróia.
E eu que sinto; minha alma definha,
Sabendo que sou uma pomba que caminha,
Sem amor, sem Deus e sem paz!
E a culpa é tua querida,
Contigo deixei a minha vida,
Em troca dos singelos beijos teus!

[NOEL ROSA... - UNIDOS DE VILA ISABEL...- BOEMIA...-A FAMA DE UM BAIRRO... - UMA VISÃO SETENTA ANOS DEPOIS...!]

Eu diria:... – “Há mais entre a luz e as trevas, o branco e o negro, o certo e o errado, a vida e a morte, o bem e o mal, o sagrado e o profano, o céu e o inferno, a emoção e a razão do que imagina a vã filosofia da vida”.
Imagine-se toda a população do mundo, hoje, em torno dos seis bilhões e meio de pessoas vivendo em paz, imagine-se que não existam nações, que todo o mundo fale a mesma língua, que todos os seres tenham o mesmo ideal, os mesmos desejos (a paz), a mesma filosofia de vida, que valorizem tanto os valores transcendentais quanto os valores reais, que ame tanto o branco quanto o negro ou o amarelo... – “Isto é sonho ou é realidade?”.
O astro da música Pop americana John Lennon pensava assim em muitos dos temas acima descritos... – sim ou não?
Pois bem, na sociedade humana, aliás, toda a sociedade é humana, portanto aquele que disser “sociedade humana” não deixa de ser um verdadeiro prolixo, há um emaranhado de pensamentos, uma faina de personalidades, uma aglutinação de razõ…
[PAI]

Pai...
Um “pê”, um “a” e um “i”,
Três letras, apenas, estendidas,
Três letras que fazem sentir,
A sensação de o real prazer,
Pai...
A ele o que devo eu dizer?
Devo falar da sua dignidade?
Devo considerar sua justiça?
Devo enfatizar-lhe a responsabilidade.
Pai...
O que sei é que és um pai maravilhoso,
Que me trás sim essas lembranças eternas,
A encher no plenilúnio todos os corações,
De uma luz tão uma quão fraterna.
Pai...
Permita-me dizer... – você falhou comigo,
Quando se foi só ao encontro da eternidade,
Eu sei a sua ida até lá já estava programada,
Mas você deixou comigo o cálice da saudade.
Pai...
Quero te agradecer pelas muitas horas,
Os muitos dias, os meses, os ledos anos,
Em que me deste as gotas de amor e alor,
Ainda que tu não fosses o único, o decano.

[FINE JUST THE WAY IT IS]

Fine just the way it is,
It's the life as no one understand,
It's the life as something,
As my proper life, so, as it is.

Fine just the way it is,
It's love you of way I love you,
Isn't blow the coals and neither, too,
Evil just the way it is.

But, fine just the way it is,
The hate and love no is,
So fine just the way it is,

Now fine just the way it is,
The God's purpose of way it is,
So fine just the way it is.

Agenda Cultural de Suzano

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Nas livrarias de todo o Brasil por apenas R$ 23,00

Próximo evento

SEMANA TEMÁTICA: LITERATURA INDEPENDENTE
OUTUBRO DE 2008


CENTRO CULTURAL DA JUVENTUDE
ATIVIDADES GRATUITAS




A terceira edição do projeto Semanas Temáticas promoverá atividades variadas para discutir estratégias de produção e circulação literárias alternativas, marginais ou independentes com relação ao grande mercado editorial.
Organização: Dolores Biruel
Curadoria: Érica Peçanha do Nascimento


Exposição: Manifestações literárias independentes e marginais
De 12 a 25/10 - das 10h às 20 (terça a sábado) e das 10h às 18h (domingo) Biblioteca

Com textos, revistas e livros de autores ligados a movimentos literários independentes ou marginais.


Debate: Independência, Marginalidade ou Resistência? Estratégias de publicação e circulação
Dia 11/10, sábado - das 16h às 17h30 Biblioteca 80 vagasCom:
Allan da Rosa – escritor, educador, radialista, cineasta comunitário e organizador do selo independente Edições Toró, voltado para a publicação da literatura periférica e financiado pelo VAI - Valorização de Inici…

Agenda

Outubro

Centro de Educação e Cultura "Francisco Carlos Moriconi"Rua Benjamin Constant, 682 – Centro – Suzano – SPFone: 4747-4180

11/10 – 20h
Pavio da Cultura

Todos os segundos sábados de cada mês, músicos, atores, escritores, poetas, dançarinos e cineastas se reúnem para apresentar seus trabalhos neste sarau. O homenageado dessa vez é o escritor Fernando Sabino.Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi
GRATUITO



28/10 – 20h
Trocando Idéias

Atividade da Associação Cultural Literatura no Brasil que tem como objetivo promover o debate à cerca do livro e do autor.
Livro do mês: Livro de Sonetos, de Vinícius de Moraes.Facilitador: Escritora Elisabete Silva
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil
Local: Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi
GRATUITO



Centro Cultural Boa VistaRua Katsutosh Naito, 957 – Sesc-Boa Vista – Suzano – SPFone: 4749-7556

01 à 31/10
Varal literário

Todo…

UNIÒN

Montaje de la ha
La calle lateral
El plomo
El cuarto de los tugurios
Limpia va encima del montaje
Los padres y las madres piden ayuda
Saben cuándo limpia va encima del montaje
De éste muerto
La persona negra, blanco la bala no mira color.
En el cuarto de los tugurios está así
Todos los días de los santos
Tiene lanzamiento hacia fuera, bala perdida.
Tiene gente a que ella trabaje
Su Jorge niego la veta.
Amo en capoeira
Con su berimbau en las manos
Comienza a tocar y a cantar
En el capoeira soy rey
En el capoeira deseo paz
La fuerza que viene yo
Están de deuses de la mina
E mis ancestrales
Su Jorge enseña a cuadrilla del pilluelo de calle del cuarto de los tugurios
El demostrar en el gingado uno
Que puede sacarlos de la boca del tabaco
E de la empanada de la vida
Para ser un trabajador, gente del bueno.
Ni todo en el cuarto de los tugurios
Lo pierden
Como su Jorge
Tiene gente de la acción
Gente valiente
Margarita del dueño
Bahian parado
Vena negra con su vestido girado
Cantiga tie…