28 maio, 2008

SAUDADES

O que seria saudades?
Perguntou-me um dia alguém.
Saudade é viver longe do nosso amor, do nosso bem.

Saudades de alguém distante,
Talvez saudades de ouvir um som diferente,
Som dos pássaros, do mar, da chuva.

Saudades de você ou até mesmo de mim.
Saudades de quem mais amo na vida, de você.

Quando fico um minuto longe de você,
Parece uma eternidade.
Por isso nunca me deixa,
Só porque,
Eu morreria de saudades.

"Poema ab vita morta / Soneto à vida morta".

POEMA AB VITA MORTA

YOSEPH YOMSHYSHY

Inquietis ramus et florem dormitant,
Quondam in amor ad Deus et in ratio,
Hominem ingeniuus quondam in creatio,
Arboris floridus hominis stultus mactant.

Lacrima Terrae, specta Deus, vita morta,
Grammina campis cum follia sua aridas,
Et, bestia in morte infame condemnatas,
Itaque humanitate itineris celeber in via torta.

Utinam uno dia eum habea pax in cordis meo,
Utinam uno dia homo Adam non si facta ateo,
Et, felicitas regnet inter hominis.

Utinam hominis philosophi virtutis sit magistri,
Utinam hominis Brasilia mater sit patri,
Et, felicitas regnet inter hominis.

SONETO À VIDA MORTA

RUY BARBOZA

No repouso o ramo e a flor dormem,
Outro no amor de Deus e na razão,
O homem nascido livre outrora em criação,
As arvores em flor os homens insensatos matam,

Chora o Terra, olha Deus, a vida morta,
E, a grama dos campos com suas folhas; secos,
E, os animais à morte infame condenados,
Por isso, a humanidade caminha célebre em via torta.

Tomara que um dia eu tenha paz no coração meu,
Tomara que um dia o homem Adão não seja ateu,
E, a felicidade reine entre os homens.

Tomara homens que filosofam virtudes sejam os mestres,
Tomara homens do Brasil - mãe sejam pais,
E, a felicidade reine entre os homens.

27 maio, 2008

"Soneto à Toquinho".

Numa folha qualquer e com um lápis na mão,
Eu risco o papel no desenho de um sol amarelo,
Então, vejo os seus raios brilhar lá no prelo,
E, as gotas de luzes, singelas, espalhadas no chão.

Numa folha qualquer eu risco os meus traços,
Mistos, mesclados entre as curvas e as retas,
Evidência das minhas convicçõs tão diletas,
Inferidas nos brilhos dos meus traços e retraços.

Numa folha qualquer o meu talento desliza,
E, entre traços e retraços vem e sinaliza,
Ainda que em real desalinho.

Numa folha qualquer a minha arte recorta,
E, a minha mão, com a certeza, abre a porta,
Para em versos falar do mito Toquinho.

"É necesário um atalho e nada mais".

Administração Tupiniquim... - essa é a retórica deste texto... - porque...

Domingo, 25 de maio de 2008, os periódicos de todo o país publicam que, um dia, apenas, depois que o Excelentíssimo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem a público para anunciar que não estaria disposto a ser o pai de uma criança que nasceria, normalmente, de parto natural, e, seria, talvez, batizada com nome de [Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira - CPMF], ou , que nos importa se tiver um outro denominativo?

Verdade é que, a base do apoio ao governo instalada na Câmara dos Deputados decidiu, na última terça-feira, vinte, alegando proposta para financiar os gastos com a saúde, elaborar e apresentar à votação, um projeto de lei complementar em, cujo caput estaria a figura da criação de um novo imposto destinado a cobrir os gastos com essa pasta.

Para tanto, a idéia geral entre os parlamentares, é a aprovação de um tributo em cuja estrutura esteja presente as linhas mestras que amparavam a [Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira - CPMF], filha do Ex-presidente Fernando Collor de Melo e que, apesar de provisória, permaneceu viva por extensos dezenove anos... - menos mal, se é que é, realmente, menos mal.

O povo, pelo menos no Brasil, exposto à aristocracia e as suas constantes outorgas, enfraquecido, vilipendiado, sufocado, espoliado, todos os ados possíveis e imagináveis, pelo ruído da carruagem que se ouve desde os corredores do Planalto, da Câmara dos Deputados, e, pasmemo-nos, do Senado Federal, muito em breve será obrigado a deglutir através da glote espremida a re-edição da [Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira _CPMF] e aí se retorne à afirmação [menos mal] pagará sobre o tributo a taxa de 0,1%, diferentemente, dos zero vírgula trinta e oito pontos percentuais que se deixou de pagar em janeiro próximo passado.

Argumentam os defensores da re-edição do tributo que, a priori, o seu taxamento será em número definitivo, isto é, não sofreria majoração, poprtanto será permanente e, a exemplo de outros impostos, sem a contumaz necessidade de uma Proposta de Emenda Constitucional - PEC a qual exige a votação pró de, pelo menos, trezentos e oito deputados e quarenta e nove senadores; contudo não nos iludamos, as penas das canetas, os bolígrafos das esferográficas e as folhas de papel são destituídos de massa encefálica, e, assim, são dirigidas pelo cérebro dos parlamentares cujas decisões são comparáveis às correntes marinhas... - estas correm ao sabor dos ventos, a outra ao sabor dos interesses; não do povo, mas, os particulares.

Diríamos que este é o simulacro do Brasil no que tange a sua administração desde tempos imemoriais...

Perguntou-se a maior personalidade da historicidade humana:... - [É justo pagar imposto à Caesar (pronuncia-se Tchésar).].

Ela, a maior personalidade da historicidade humana, segundo retrata a história, teria contestado:... [Hipócritas, do grego 'ipocritas, por que me tentais? Dai-me uma moeda! De quem é esta imagem e inscrição?].

Disseram:... - [De Caesar!].

A resposta:... - [Dai à Caesar o que é de Caesar e à Deus o que é de Deus!].

O povo terá a chance de discutir como naquela época; eu duvido!

Fala-se aos quatro cantos que, hipoteticamente, se criticou a idéia da criação de uma nova [Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira - CPMF], não necessariamente com este nome, por meio de lei complementar e por qual iniciativa basta o apoio de duzentos e cinqüenta e sete deputados e quarenta e um senadores, e, paralelalemente, defendem e advogam que, se aprovada, irão recorrer aos préstimos do Supremo Tribunal Federal - STF sob a alegação de total inconstituicionalidade como se isso representasse algo de real; se tanto os Diplomas Legais quanto os dispositivos da Carta Magna são, acintosamente, descumpridos.

O Governo Federal alega que os recursos advindos desse tributo, se aprovado e criado, servirão para custear o aumento das despesas no âmbito da atuação do Ministério da Saúde; ledo engano!

Os chamados desvios de verbas sempre existiram e, com toda a certeza, continuarão existindo...

Previsto em projeto de lei aprovado no Senado Federal e que será votado pelos excelentíssimos deputados e senadores, em aprovando-se elevará o orçamento da saúde, neste ano, dos atuais quarenta e oito vírgula cinco bilhões paa os futuros cinqüenta e oito vírgula quatro bilhões de reais; como se vê, um incremento substancial da ordem de aproximadamente dez pontos percentuais, detalhe - sem qualquer garantia de que será, efetivamente, aplicado na saúde porque, como dissemos, este é o país da Administração Tupiniquim... - sim ou não?

Para tanto, a base aliada tenta cavar o atalho que ressuscitará a [Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira - CPMF]...

Quem, viver verá!

26 maio, 2008

Lançamentos!


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Trocando idéias

Promovido tradicionalmente toda última terça-feira do mês pela Associação Cultural Literatura no Brasil, o Trocando Idéias de maio será realizado no dia 27, a partir das 20h, no Centro de Educação e Cultura "Francisco Carlos Moriconi" (Rua Benjamin Constant, 682 - Centro). Desta vez, a obra "São Bernardo", de Graciliano Ramos, foi escolhida para ser discutida entre os presentes. Serão abordados o conceito, o tempo e o espaço da obra, além do processo de construção dos personagens. Qualquer pessoa pode participar gratuitamente, desde que tenha lido o livro.
O facilitador deste dia será o escritor Sacolinha.

Trajetória Literária

Marcelo Rubens Paiva virá a Suzano


Por: Marcos Cirillo






Autor de "Feliz Ano Velho" (1983), obra traduzida para diversos países, Marcelo Rubens Paiva participa nesta quarta-feira (28/5) de mais uma edição do projeto Trajetória Literária, desenvolvido pela Prefeitura de Suzano desde o final de 2005. O evento será realizado no Teatro Municipal Dr. Armando de Ré (Rua Gal. Francisco Glicério, 1354 – Centro), a partir das 19h, com entrada gratuita para o público. O projeto já contou com a participação de nomes nacionalmente conhecidos como Moacyr Scliar, Ignácio de Loyola Brandão, Marcelino Freire, Sérgio Vaz, Ferréz, Luiz Alberto Mendes, Moreira de Acopiara, Fernando Bonassi e, mais recentemente, Ariano Suassuna. O objetivo, de acordo com o coordenador literário da Secretaria de Cultura de Suzano, Ademiro Alves, o Sacolinha, é promover o encontro do público suzanense com esses grandes escritores. "É uma forma do público, e também dos escritores locais, trocarem experiências com autores já consagrados", destacou.


Marcelo Rubens Paiva nasceu em 1959, em São Paulo. Escritor, dramaturgo e jornalista, estudou na Escola de Comunicações e Artes da USP, freqüentou o mestrado de Teoria Literária da Unicamp e o King Fellow Program da Universidade de Stanford, na Califórnia. Publicou cinco romances: Feliz ano velho (1982, Prêmio Jabuti), Blecaute (1986), Uabrari (1990), Bala na agulha (1992) e Não és tu, Brasil (1996). Publicou também o livro de crônicas As Fêmeas (1994). Foi traduzido para o inglês, espanhol, francês, italiano, alemão e tcheco. Como dramaturgo, escreveu 525 linhas (1989); O predador entra na sala (1997); Da boca pra fora – e aí, comeu? (1999, Prêmo Shell); Mais-que-imperfeito (2000); Closet Show (2001); e No retrovisor (2002). Ainda como escritor, recentemente lançou "O Homem que Conhecia as Mulheres". Trabalhou muitos anos na Folha de São Paulo e desde 2003 é colunista aos sábados do Caderno 2, do Estadão.

23 maio, 2008

"A longevidade da águia".

Nesta manhã, gostaria de tratar de um tema que, a rigor, poderia ser interessante a qualquer ser humano.

Quero falar de longevidade...

Nos dias da confusa e enigmática historicidade do terceiro milênio, quando as pessoas, ou, melhor os jovens, dada a facilidade premente pelos contumazes modos da vida moderna, crescem sem limites e, nessas condições, vivem ao léu, largados, como se fossem verdadeiras feras soltas na floresta de pedra em que, a partir da explosão demográfica dos anos sessenta, se transformou o mundo moderno, e, diante das facilidades que se vislumbram pelo descontrole, se entregam em holocausto nos braços dominantes droga e nos espaços obscuros da irresponsabilidade.

Demais disso, o que se vê é nada mais, nada menos do que um vendaval que sopra com os seus ventos cortantes no caminho de uma crassa dependência química que, infelizmente, conduz o viciado em uma viela de mão única, quase sempre, apenas, de ida porque o retorno é assaz difícil de ser encontrado.

Isto, invariavelmente, conduz o elemento que vive na atualidade a uma brevidade visível ao invés de levá-lo à longevidade...

Não é o que acontece com um dos seres vivos criados pela magnitude de Deus; a águia.

Enquanto a transformação humana, pelo menos nos últimos tempos, tem sido desastrosa em função do cigarro industrializado, cuja origem se delimita ao dia 03 de novembro do ano 1492, ao tempo em que Rodrigo Jeres e Luiz de Torres, tripulantes da esquadra concedida a Christophorus Columbus, que, convidados para um ritual indígena na Ilha de São Salvador onde se utilizava o "tabaco", viciando -se, carregaram mudas para um possível cultivo em solo da Espanha e, dali, estenderam o infame costume a toda a Europa, e, posteriormente, a toda a`Ásia; mais tarde a todo o mundo. A vida seguiu o seu curso e, entrementes, a listagem das substâncias viciantes se elasteceu e, em conseqüência, hoje, morre-se das mais variadas mazelas em razão de tais práticas.

No mundo animal, no entanto, a nossa observância nos leva a algo surpreendente. A águia, por exemplo, após quarenta anos de vida, com o bico, totalmente, encurvado, com as asas deveras envelhecidas e com as garras, profundamente, atrofiadas; já não come, já não voa e, paralelamente, já não caça... - é necessário uma singela e profunda transformação.

A esse tempo, ela se retira para um deserto, e, ali, começa a sua enigmática restauração...

Em primeira instância, bate, insistentemente, o bico de encontro as pedras até que este órgão, quebrando-se em singelos fragmentos, possa lhe recompor com um outro como se fosse aquele da sua jovialidade. Portanto, com o bico, recentemente, restaurado, a águia providencia com que todas as suas penas, hoje, atrofiadas e imprestáveis para o vôo sejam, uma a uma, arrancadas e, desse modo, com o nascer de nova penugem, o estado da sua asa terá sido recomposto... - falta uma etapa... - então falta uma etapa... - as garras! Utilizando-se do bico novo como um poderoso e eficaz alicate, a águia se põe em ação e, arrancando tanto as garras da esquerda quanto as da direita, espera que elas sejam reestruturadas e, com elas novinhas em folha, a águia abandona o deserto para um interstício de vida de mais trinta anos.

No entanto, ao chegar aos setenta anos de vida, novamente enfraquecida, não tendo como retornar, mais uma vez, ao deserto para reconduzir-se à condição de jovem, somente um destino lhe é imposto; a morte.

E o ser humano?

O ser humano do terceiro milênio, a cada dia, mais e mais, tem se tornado neófito abreviando a vida quando se entrega ao vício das drogas, seja ela qual for...

Aspira-se a cocaína, fuma-se maconha, consome-se o crack, derrama-se o álcool no cérebro, e, consequentemente, injeta-se fumaça e se carboniza os pulmões... - resultado...

Ossos da face são sumariamente descalcificados e, até mesmo, deixam de existir, vasos capilares são rompidos, veias são obstruídas, neurônios têm as suas funções alteradas, as doenças oportunitas dizem... - eis-me aqui... - os cânceres diversos se tornam uma realidade, os enfizemas pulmonares se apresentam, o câncer da glote não é uma surpresa, os desvios de conduta não são algo descartável e as mazelas humanas se fazem, cada vez mais, presentes em nossas vidas.

Careta?

Careta nada; o que eu quero mesmo é gozar a vida!

A pergunta crucial; até quando?

Drogados; todos nós somos...

Com uma grande diferença.

Quando se vai a uma drogaria e adquire-se um medicamento contra a gripe, um xarope contra a aquela tosse intermitente, um regulador da pressão, um anticoncepcional, estamos adquirindo uma droga, no entanto, em dosagem para cura e não para oferecer um barato.

Casos como os acontecidos com a cantora Elis Regina, a atriz Marilyn Monroe e tantos outros mortos de forma prematura, deveriam servir para nortear os procedimentos para uma vida saudável; mas não têm surtido o verdadeiro efeito.

Assim, depois de explanar sobre isso; finalizando; digo:... - a escolha é sua...

Usar ou não usar droga...

Você decide!

"Soneto à Isabel Fillardis".

Não é mentira, é verdade, digo:... - Eu vi Deus.
Sentar-se ao trono, pegar as tintas, o verniz e a prancheta,
Acondicionadas lá no fundo de uma singela gaveta,
Para, pintando, por na tela os singelos traços teus.

Deus pega; o secante, o óleo de linhaça, e, o pincel,
Amolda a tela, toma a espátula para a tinta espalhar,
E em rápidas pinceladas, o teu rosto, moldar,
Milagre é a tua imagem lá na tela... - Ó Isabel!

A tinta azul serve para te moldar os olhos,
A cor que te pinta a pele é a marron como os abrolhos,
E, o abstrato é o fogo em que ardes.

Cabelos negros, lábios carnudos da cor vermelha,
No coração, do amor, tens tu a fiel centelha,
Meu modelo és de Isabel Fillardis!

22 maio, 2008

"Habeas corpus".

Tendo em vista que o título refere-se a um dos dispositivos viáveis dentro da filosofia do direito, o soneto se apresenta, inicialmente, em língua latina, mas, depois, dar-se-á a sua versão em português.

Habeas Corpus

Nec parum prudenter, eum interrogo,
Per quod advocatus in hic tempus ignobile?
Intrant cum recursu ad habeas corpus; agile,
Adjunctu ad hic crimen infame quae abomino.

Habeas corpus ut Alexandre Nardoni et Ana Carolina?
Defendere est causam dico tam immerito,
Dormitantis in illo numero cum meritu,
Adjunctu ab semianimus cxorpus ad Isabella, insignia.

Habeas corpus... - cogito ergo non si danto nata,
Quae directu habea infanticida de anima innata,
Mactantis, sic, propria filia sua.

Habeas corpus... justitia non si danto; dammatur,
Postea duo nocensis ad his modus erunt absolvitur,
Et crimen erit semper impune.

"Soneto a habeas corpus".

Com muita prudência, eu pergunto, interrogo,
Por que os adogados nesse tempo ignóbil?
Entram com o recurso do habeas corpus; agil,
Associado a esse crime infame que abomino.

Habeas corpus para Alexandre Nardoni e Ana Carolina?
É o defender de uma causa tão injustamente,
Que dorme entre aqueles com merecimento,
Junto ao corpo semi morto de Isabella; insígnia.

Habeas corpus... - penso logo não se dê nada,
Que direito tem o infanticida de alma inata?
Que mata, sim, a sua propria filha.

Habeas corpus... - a justiça não se dê; é condenado,
Pois, dois condenados, desse modo, serão absolvidos,
E o crime será sempre impune.

"Uma ressurreição esdrúxula... - sim ou não?".

Para inciar esta crônica, me é necessário descer através das quase [13.000] Unidades Astronômicas - UA's, ao longínquo 11º dia do mês de Sebate do ano 3822, no contexto judaico, ou se preferimos, 26 de janeiro do anno domini [32], quando a maior personalidade da historicidade humana acopmpanhado dos seus seguidores, nos arredores de Cafarnaum disse a seus discípulos:... - [Vós sois deuses!]... enenda-se [criadores.].

Portanto...

Nesta manhã, gostaria de falar de uma jovem recém morta.

Nascida na manhã do dia [15] de março de [1989], a jovem , diga-se de passagem, trouxe imensuráveis transtornos à comunidade brasileira, mas, como se sabe, faleceu no apagar das luzes do ano passado, no entanto, ameaça ser ressuscitada pelos deuses nacionais.

Não sabem de quem falo?

Filha do ex-presidente Fernando Color de Melo, a moça que, nos registros de nascimento, agora não de pessoas naturais, mas pessoas jurídicas, como se recorda, naquela época tomou o nome pomposo de [Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira - CPMF.].

Como deuses (criadores) que somos, segundo nos rotula a maior personalidade da historicidade humana, imbuídos do direito pleno da criação, não é que pretendemos, através é lógico dos nossos representantes no Poder Executivo e, também, no Legislativo, ressuscitando a jovem, dando-lhe, todavia, um nome novo e funções que nem mesmo podemos deduzir.

O que se sabe é que, acordos entre as bases aliadas do Planalto selou, nesta semana, 18 a 25 de maio do corrente [2008] , a criação de um tributo com a alíquota de zero vírgula um ponto ercentual para custeio do aumento dos gastos na área da saúde, previsto no regulamento que rege a chamada Emenda 29.

Para ludibriar ao povo e fugir da idéia de que se está ressuscitando , ainda que com um percentual menos onerante, a jovem de [19] anos recém assassinada pelo raciocínio dos parlamentares que elegemos e pelas canetas desses legisladores, os líderes querem denominar a [Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira - CPMF], em sua aparente ressurreição, de [Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico - CIDE], incidente, é lógico, sobre a movimentação financeira dos indivíduos.

O acordo vai atender as estratégias do Planalto que, assim, estará maquiando de forma brilhante a implantação de novos dispositivos que promovam a arrecadação sem que o Excelentíssimo Prsidente Luiz Inácio Lula da Silva se obrigue ao desprazer de ter que assumir, primeiro a responsabilidade, e, depois, o desgaste pela proposição direta de um imposto.

De qualquer forma, ainda que o Presidente da Câmara tenha acenado com possibilidade de se elastecer o prazo para a votação, naquela casa, da Emenda 29 que, como se sabe, promoverá a arrecadação de um valor adicional da ordem de [23] bilhões de reais para aplicativo, segundo advogam, nos gastos da saúde com provisão para os próximos quatro anos; o que nos parece é que, a exemplo de outros momentos da historicidade brasileira, a [Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira - CPMF] culminará por ser ressuscitada e outorgada (obrigada) à Comunidade Brasileira...

Pensemos nisso!

21 maio, 2008

Pirituba

LANÇAMENTO do LIVRO...
"SARAU ELO DA CORRENTE PROSA E POESIA PERIFÉRICA"
(Antologia)

Dia 19 de junho de 2008 (Quinta-feira) - 20 hs
No Sarau Elo da Corrente
Bar do Santista Rua Jurubim, 788 - A - Pirituba - São Paulo - SP

Autores: Alerta ao Sistema (rap), Akins Kinte, Alessandro Buzo, Alice Rodrigues, Betinha Pires, Claudeni dos Santos, Claudio Santista, Elizandra Souza, João do Nascimento Santos, Leandro Chaves, Mano Merenda, Mannu U.F, Michel da Silva, Osmar Proença, Paulinho Bispo Ramos, Raquel Almeida, Rodrigo Ciríaco, Soninha M.A.Z.O, Thiago Almeida e Valdir Manoel

Prefácio: Sérgio Vaz

Presença dos poetas da Associação Cultural Literatura no Brasil (de Suzano)

Exibição do Documentário "Vaguei os livros e me sujei com a merda toda" Direção: Akins Kinte e Allan da Rosa

"E daí?".

Se a Marisia é a mãe,
A Suzanne a filha é:
E, daí?
Se eu me lembro,
Do sêmen do Manfred,
E, do óvulo da Marisia,
Em um encontro na trompa,
Marisia se torna a mãe,
E, Suzanne passa a ser filha,
E, daí?
Com Marisia se entende,
Suzanne vem e aprende,
A mamar,
A engatinhar,
A falar,
A gritar,
A pular,
A amar...
Só não aprende a matar.
E daí?
À Manfred e à Marisia ela mata,
À barra de ferro,
À sangue rubro,
À luz da ambição,
À flor que desterra,
À 31 de outubro,
À luz da devassidão.
E daí?
Suzanne que papelão!
Dois olhos,
Um nariz,
Uma boca,
Dois ouvidos,
Dois braços,
Duas mãos,
Dez dedos,
Duas pernas,
Dois pés,
Dez artelhos,
Um par de seios,
E,
Um sexo,
O gozo e a reprodução.
E daí?
A ciência diz:... - é gente!
Amando,
Magoando,
Odiando,
Tramando,
Planejando,
Organizando,
Matando,
É, animal; gente não!
E daí?
Suzanne Von Richthofen,
Intenta,
Lamenta,
Fomenta,
Comenta,
Tenta,
E,
Retenta,
E, daí?
Noticiam os jornais,
Páginas são extraviadas,
Em...
Curso,
Decurso,
Recurso,
Incurso,
No,
Decurso,
E,
Curso,
O,
Recurso,
Da sentença repassada,
E, daí...,...,...?

Páginas do recurso são extraviadas

O Supremo Tribunal de Justiça necessitando analisar o recurso impetrado pela defesa de Suzanne Von Richthofen ( se é que, ainda, mereça esse prerrogativo), lamentávelmente, aponta o extravio de duas das singelas páginas em que os advogados de defesa propõem a modalidade de recurso judicial, simplesmente, denominado [agravo] que, em ato póstero, contesta a partilha dos bens deixados pelos genitores da estudante.

Não se pretende conhecer o local onde as laudas sumiram, mas relembrar, apenas, que Suzanne é ré confessa e condenada há, exatos, trinta e nove anos e seis meses de reclusão.

No entanto, a ausência destas páginas, nas quais constam não somente a certidão de intimação, assim como o comprovante das custas judiciais, o documento que impetra um recurso em favor da ré confessa se torna improcedente e, portanto, foi, é, e será rejeitado na instância superior do Poder Judiciário.

Os advogados que assistem à Suzanne alegam, e, verdade é que, ainda na condição de ré confessa, perante os diplomas legais da filosofia do direito, tem as mesmas prerrogativas queo irmão Andreas no que tange aos bens da família.

Agrava o fato de que, pelo menos parece, alguns imóveis, bem como a relação de Marisia como partícipe de uma Sociedade Comercial não foram arrolados entre os bens listados e oferecidos para a elaboração do inventário e a posterior partilha dos ditos bens.

Como se vê, há, ainda, muito a ser discutido no que diz respeito ao desfecho final do caso, não obstante, o texto que se apresenta em seguimento a poesia não tem qualquer cunho jurídico, pois se destina, apenas, a oferecer um suporte que evidencie a inspiração do dito poema.

19 maio, 2008

"Ignorância à flor da pele!".

Para começar... - o que significa ser ignorante?
Do latim [ignorantia], o termo, hoje deturpado, sugere o desconhecimento de algo, de alguma cátedra, de algum assunto, e, assim, todos nós somos ignorantes em potencial.

Ao abordar um tema que se embasa nesta vernácula, permitimo-nos trazer à luz dos fatos um outro termo da língua portuguesa - [cultura.].

Para que haja a cultura é necessário que, paralelamente, exista a literatura e, para que a literatura sobreviva, claro; é indispensável a figura do livro.

Aliás, disse o grande escritor José Bento Monteiro Lobato: - [Um país se faz com homens e livros!].

Estendendo o pensamento do nobre escritor, eu diria:... - [Uma humanidade se faz com homens, cultura e livros!].

Em verdade, em verdade, eu digo:... - [É lamentável o que ocorreu no domingo; 18.05.08.].

Militando nas fileiras da Associação Cultural Literatura no Brasil, desenvolvendo o projeto que visa, a priori, o incentivo e o apoio às bibliotecas comuinitárias, em comitiva, decidimos visitar o Parque Maria Helena e bairros adjacentes com a finalidade de arrecadar livros que, porventura, se encontrassem obsoletos e se uso, empoeirados nas prateleiras das estantes, condenados ao silêncio dentro das caixas de papelão ou quaisquer outros dispositivos similares.

Não nos foi necessário conduzir uma das mais modernas máquinas fotográficas, pois o equipamento mais sutil e funcional dessa modalidade, o cérebro, se encarregou de registrar todos os flashes da nossa experiência como arrecadadores de livros.

Que as pessoas estejam saturadas com a avalanche de visitas de cunha religioso, as vezes inoportuna pela forma de abordagem, não se discute; agora, rotular a todos como pertubadores da ordem em potencial é, ao menos, complicado e insensato.

Que lástima!

Pode-se afirmar, sem sombras de dúvidas que, moradores nos atenderam com atitudes de completo desdenho, outros nem se limitaram a nos dar a devida atenção, e, outros, ainda, nem sequer se dignaram a abrir as janelas e nos oferecer a migalha da sua cordialidade para ouvir os nossos propósitos.

O tempo urgiu...

Os ponteiros dos relógios marcaram, enfim, o horário que havíamos programado para o término de nossas atividades naquele dia, independente do resultado: é claro!

Restou-nos a lição...

Apesar de se estar atravessando os dias do terceiro milênio, eivo de tecnologia, de aparelhos moderníssimos que facilitam a vida dos indivíduos deste século, salvo um melhor juízo de valor, exaltando àqueles que se dignaram a nos oferecer alguns minutos para, pelo menos, tomar ciência da nossa proposição e, paralelamente, compartilhar deste tão nobre empreendimento, a impressão deixada é a pior possível... - individuos desintonizados, totalmente, com cultura, despreparados, julgadores em potencial, sem respeito ao próximo, sem comprometimento algum com o nível intelectual dos brasleiros e da nação...

Possível é que haja aqueles que no mais crasso de seu entendimento tenha formulado o seguinte explicativo:... -[Ah, moço! Daqui há cinqüenta anos, eu não estarei por aqui!].

Eu também não! Mas estarão os meus filhos, os meus netos, os meus bisnetos, os filhos da minha quarta, quinta, sexta, oitava, nona, décima gerações e qual é o legado que deixarei para estas? O que eu espero do Brasil dos anos vinte, trinta ou quarenta? Um país digno de gerir a economia do Mercosul, um país de homens e mulheres letrados e sabedores do que fazem, ou uma nação inculta e sujeita ao retorno do domínio de outrem?

Fala-se de dois ou três bairros da cidade de Suzano; não se fala do Estado de São Paulo, não se fala da região sudeste, não se fala do Brasil em toda a plenitude...

Nesse rítimo; o que será de nós daqui há alguns anos?

Não sei!

Fica aqui o alerta para as nossas próximas campanhas...

18 maio, 2008

A CAMPANHA CONTINUA

A Associação Cultural Literatura no Brasil, representada pelos escritores e poetas, Guel Brasil, Cákis, Youseph e o poeta, escritor e cordelista Francis Gomes, dando continuidade a campanha de incentivo as bibliotecas comunitárias, estiveram no bairro, Vila Maluf, neste domingo dia 18/05/2008.
A Associação, agradece todos aqueles que atenderam seus representantes, e colaboram doando livros. Muitos não doaram livros no momento, mas marcaram o retorno de um representante da Associação, pois teriam grande alegria de participar desta campanha. Mas infelizmente muitas pessoas não atenderam a Associação, outros respondiam: Não tenho nada para vocês, mesmo sem saber do que se tratava. Uma pena, que uma campanha tão importante, muitos ignoram, a presença daqueles que buscam através de muitos esforços, colaborá com um mundo onde as pessoas descubram o prazer da leitura, por meio dos muitos projetos de incentivo a leitura, como por exemplo, A CAMPANHA DE INCENTIVO AS BIBLIOTECA COMUNITÁRIAS, onde a Associação, alem de doar livros, faz um sarau, e um escritor da Associação fará uma palestra e uma oficina literária na biblioteca recebedora dos livros. De qualquer forma, a Associação agradece a todos, e espera uma melhor recepção no próximo bairro que eventualmente estará passando.


Francis Gomes
Presidente da Associação
tchekos@ig.com.br

15 maio, 2008

"Soneto à Edileusa".

31 de maio a chuva cai em gotas finas,
E, o vento gélido lá no recôndito da alma,
Me empresta o tom roxo, na mão, a palma,
Ante o impenetrável da mente edileusina.

Nos trilhos, o trem, veloz, corre e desliza,
E a cabeça dela, leve, recosta no meu ombro,
E, na tempestade, de novo, um corpo aos escombros,
Em um quadro tétrico em uma imagem que desvela.

Desliza, sim, como se fosse um vídeo imaginário,
Na sucessão de cenas; partículas do cenário,
Que mais parece uma fita rota.

É hora de saltar, e, o corpo dela me enlaça,
E com o teu beijo, bebo, eu, na mesma taça,
Do vinho de nossas almas absortas.

Guarulhos convida

Sarau Literário Especial
Tenda do Bosque Maia
dia 18 / Maio - domingo


Este mês o Sarau acontecerá ao ar livre, na Tenda do Bosque Maia. O evento contará com a participação de grupos musicais e artistas plásticos, além dos tradicionais escritores, poetas, contistas e trovadores da cidade; juntando conteúdo, forma, sonoridade e musicalidade numa reflexão sobre temas diversos, reavivando este espaço de troca (que é do poeta, que também é um artista e sempre um escritor). Traga suas poesias e participe! Entrada franca.
Av. Paulo Faccini, s/nº, Bosque Maia.
14h.

Programação:

Montagem de Varal Poético
Exposição de livros de autores da cidade
Ø Declamações dos poetas e escritores:
- Castelo Hansen
- Guilhermina
- Angelo Macedo
- Thiago Ortaet
- Vinicius de Andrade
- André Prósperi
- Emmanuel Guimarães
- Isabel Borazanian
- Ibrahin Khouri
- Edinho Silva
Ø Apresentação musical: grupo AntroPoesia (Douglas e Wagner Pires)
Ø Declamações:
- Roberta Villa
- Fabio Melo
- Inael Lopes da Silva
- Eugênio Asano
- e outros (pode ser aberto ao público, com inscrição prévia)
Ø Apresentação de performance literária: grupo da EE Conselheiro Crispiniano
Ø Demais convidados
Ø Encerramento

O próximo Sarau terá o erotismo como tema e acontecerá no dia 27 de junho, na Biblioteca, nas próximas semanas eu envio mais informações sobre ele:

Sarau erótico
27/6 - 19h

Literatura, música, cinema, teatro e dança farão parte deste sarau. Porém, todas as apresentações desse dia terão um teor de erotismo. Interessados em apresentar algum trabalho devem chegar com 30 minutos de antecedência. Haverá distribuição de preservativos e informações sobre DST/AIDS.
Local: Auditório da Biblioteca Municipal Monteiro Lobato
GRATUITO

Atenciosamente,

Angelo Macedo.

"Poema à Carobella".

Ó que imensa dor demonstram os teus olhos fundos!
Que de tão dáfana é a mais crassa dor do mundo,
A inesperada perda de Isabella.
A morte dela trás o simulacro em tom esfume,
Inebriante ante a taça do amrgo vinho do ciúme,
Que emoldura a ignóbil tela.
A insensível fera ataca, crava as afiadas garras na garganta,
E, em sua ira, na destreza de um felídeo a ninguém espanta,
Diante da angústia de Isabella.
Mas, os hematomas na epiderme não são o vil presságio?
De Isabella a morte infame não crível no sufrágio,
De um corpo que cai pela janela.
Por que razão a insensatez, o ódio do cálice derramado?
Por que razão um corpo frágil e infantil é destroçado?
No frio infanticídio que se entrela.
Ó vermes insanos que na oligofrenia, a mão espalma!
E matam o corpo, porém não têm como matar a alma,
De uma rosa chamada Isabella.
Esdrúxulos, covardes, escárnios vivos desta sociedade,
Replantam a rosa nos jardins férteis da perene eternidade,
Que sinaliza com a alma tão singela.
Da imensidão do cosmo, o seu perfume há de invadir o Terra,
E, na mesquinhez da alma, o remorso, ali, se encerra,
Pelo ceifar de uma vida tão singela.
E o perfume há de enxugar as mornas lágrimas da Carolina,
O pranto inconstante que na profundeza da dor a alma confina,
E o seu brilho enfim desvela.
O Direito Humanobusca nos fatos os elementos da condenação,
Mas, o Direito Divino não vê os fatos, julga pela intenção,
De matar à Carolina e à Isabella.

13 maio, 2008

Últimas notícias

maio/junho – 2008



16/5 – 9h
2º Encontro de Leitura e Biblioteca Pública

A Secretaria de Educação e Cultura do município de São Bernardo do Campo convida para este grande evento. Para este dia foi convidado o escritor Sacolinha para discutir sobre o tema proposto.
Local: Centro Cultural Antônia Marçon Bonício – Av. João Firmino, 900 – B. Assunção
Informações: (11) 4348-1000
GRATUITO


Sarau nas Escolas

A Associação Cultural Literatura no Brasil apresenta o seu sarau em escolas, asilos, clínicas de recuperação, livrarias e sebos durante todo o mês.
Informações: (11) 7615-4394 – Francis Gomes


20/5 – 20h
Entremeio Literário leva o escritor Sacolinha à Mogi das Cruzes
O grupo Entremeio Literário é um coletivo que promove um encontro todas as terças-feiras. No próximo encontro teremos o escritor Sacolinha falando de sua Trajetória Literária.
Local: Casarão do Carmo – Mogi das Cruzes
GRATUITO


27/5 – 20h

Trocando Idéias
Atividade da Associação Cultural Literatura no Brasil que tem como objetivo promover o debate à cerca do livro e do autor.
Livro do mês: São Bernardo – Graciliano Ramos
Facilitador: Sacolinha, escritor.
Realização: Associação Cultural Literatura no BrasilLocal: Centro Cultural de Suzano, Rua Benjamin Constant, 682 – Centro – Suzano
Informações: (11) 4747-4180GRATUITO

28/5 – 19h
Trajetória Literária com o escritor Marcelo Rubens Paiva
Este é um projeto que traz para a cidade escritores nacionalmente conhecidos para falar de sua trajetória como escritor.
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Teatro Municipal Dr. Armando de Ré, Rua Gal. Francisco Glicério, 1354 – Centro – Suzano.
Informações: (11) 4747-4180GRATUITO



Junho

14/6 – 20h

Pavio da Cultura
Todos os segundos sábados de cada mês, músicos, atores, escritores, poetas, dançarinos e cineastas se reúnem para apresentar seus trabalhos neste sarau. O homenageado dessa vez é o escritor Carlos Drummond de Andrade.
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro Cultural de Suzano, Rua Benjamin Constant, 682 – Centro – Suzano
Informações: (11) 4747-4180

GRATUITO


28/6 – 19h
Pavio Erótico + Lançamento do livro Amor Lúbrico

Neste dia haverá diversas apresentações voltadas à temática do erotismo. Será lançado o livro Amor Lúbrico – textos para serem lidos na cama, que traz os 20 melhores textos do 1º Concurso de Literatura Erótica de Suzano, além da distribuição de preservativos, informações sobre DST’s e sorteio de kits eróticos.
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil e Prefeitura de Suzano
Local: Centro Cultural de Suzano, Rua Benjamin Constant, 682 – Centro – Suzano

Informações: (11) 4747-4180
GRATUITO

Inscrições para o 4º Concurso Literário de Suzano – Edição Nacional

Estão abertas até o dia 24 de junho as inscrições para o 4º Concurso Literário de Suzano. Haverá premiação em dinheiro e os 20 melhores textos serão publicados na revista Trajetória Literária nº 4.
Para saber mais sobre este concurso, retire o regulamento no site: www.suzano.sp.gov.br/agendacultural ou no blog www.literaturanobrasil.blogspot.com
Realização: Associação Cultural Literatura no Brasil
Co-realização: Prefeitura de Suzano
Patrocínio: PETROBRAS

GRATUITO


Arte na Rua
Todos os sábados, das 10h às 16h as Associações de Artistas Plásticos de Suzano e Literatura no Brasil expõem quadros e livros no calçadão do Centro Cultural de Suzano para aquisições.
Local: Calçada do Centro Cultural de Suzano, Rua Benjamin Constant, 682 – Centro – Suzano
Informações: (11) 4747-4180

12 maio, 2008

L.B apóia...

III Marcha Noturna em Suzano

Suzano terá eventos sobre os 120 anos da abolição da escravatura

Por Marcos Cirillo



Com intuito de promover a reflexão sobre os 120 anos da abolição da escravatura, o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Sócio-Cultural Negro Sim e a Prefeitura de Suzano realizam nos dias 13, 14 e 15 de maio atividades gratuitas que irão mobilizar a população. Na terça-feira (13), acontece a 3ª Marcha Noturna, com concentração às 17h30, em frente ao Paço Municipal (Rua Baruel, 501 – Centro). A marcha vai descer a rua Baruel, entrar na rua General Francisco Glicério, contornar a Praça João Pessoa e subir a rua Benjamin Constant até o Centro de Educação e Cultura “Francisco Carlos Moriconi”, onde haverá um ato público. “A intenção é mostrar que a assinatura da abolição da escravatura foi um cheque sem fundo, porque os negros trabalharam séculos e depois foram jogados na rua sem direito a nada”, comenta Josué Ferreira, presidente do CPD Negro Sim. O Centro Cultural receberá ainda duas outras atividades. Na quarta-feira, às 19h, será realizada uma palestra intitulada “Novo Significado Para o 13 de Maio”, com o professor doutor Salloma Salomão. Já no dia 15, quinta-feira, haverá um show de encerramento chamado “Faces da Tarde de Um Mesmo Sentimento”, também com Salloma Salomão. O artista estará acompanhado de violão, percussão, teclado e marimba. Salloma é professor universitário, doutor em História pela PUC-SP, com estágio na Universidade de Lisboa e passagem pela universidade de Dacar. Sempre teve uma carreira ligada às culturas musicais da diáspora negra, além de dedicar-se à pesquisa da música negra urbana feita atualmente. Em seus trabalhos, utiliza instrumentos étnicos construídos por ele mesmo e outros mais convencionais em busca de uma sonoridade que revele seu contato com o rádio, a televisão, o disco e os saberes musicais adquiridos em família.Suas inspirações na música partem da época em que morava em Minas Gerais com os pais e irmãos, onde cantava músicas francesas, italianas, norte americanas e da jovem guarda, que faziam muito sucesso nos anos 60. Não ficam de fora também as influências de hinos protestantes e cantigas de umbanda, Vicente Celestino, Tonico e Tinoco, Banda Black Rio, Jorge Ben, Marvin Gaye, James Brown, Ray Charles, Secos e Molhados, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Elis Regina, Clara Nunes, entre outros.

"Sonnet at Marylin Monroe".

Ins't a lie, I frighten me every time,
Every time that a man no want see me,
In front of himself lying even so free,
In horizontal, I'm letting my body another time.

It exist a trouble inside my crass hopelessness,
There's a trouble in my work multiplied by four,
I have a trouble because my life is for,
Absence of love, no peace, in my unhappiness.

I learned as much, the Freud's workes, reading,
As the mine failures are inside my mind, forming,
By any means changing my unconscious.

For me, including, civil marrige is a painful relationship,
It's a commitment with sexual privileges in relationship,
And say it from my sound conscience.

"Soneto a Ana Carolina".

Ana Carolina Cunha de Oliveira entra na prosa,
Em sua crassa imagem de dor e de agonia,
Olhos cerrados, face sofrida, sentimentos em sintonia,
Para afirmar que Isabella era, sim, maravilhosa.

Sente, por fim, a dor de não poder tê-la defendido,
No quarto a abraça forte, dá-lhe um beijo e mais,
Promete: - [Filha a mamãe vai deixar você ir em paz.].
À eternidade com Cristo, eu tenho dito.

A sua imagem, ali, era a minha imagem simbolizada,
A sua presença, ali, era a minha presen ça confirmada,
Que o ódio infame, infelizmente, desfrutava.

Por isso, ali, acenderam-se as lucernas do ciúme,
E, diante dos fótons desse falso e ignóbil lume,
O manto da morte, sim, se desfraldava.

"Sonetto a Alexandre Nardoni".

Dio mio, il ché noi praticammo?
Quando noi strangolammo la dolce Isabella?
Stringendo il collo fragile d' ella,
Davanti consequenzas ché noi neanche pensammo.

Ricordo ché noi aperimmo la finestra,
I come personas piu cattivas ché noi siamo,
Di vinte metros di altezza noi gettammo,
Il corpo umano di Isabella come festa.

Perdona a noi Isabella questa nostra mattezza,
Perdona a noi Dio Santo nostra incertezza,
Per quanto assassínio tanto infame.

Ché venisca in taglio nostro discernimento,
Ché no si ascolti qualsiasi parte il lamento,
Per questo crimine mostruoso i insano.

11 maio, 2008

"Soneto da separação".

Mãe... - por que ir, assim, em tão tenra idade?
Por que me deixas se, apenas, tenho eu nove anos?
Por que me levas a arquivar os meus planos?
Mesmo que voltes e me digas: - como é a eternidade?


Mãe... - tu eras o meu casaco, o meu sapato, o meu chinelo,
Tu eras o meu tudo e, agora, te transformas no meu nada,
Pois como pássaros que voam... - a morte bate em retirada,
És tu a estrela que se apaga no meu céu límpido e singelo.

O Governante, o Rei, a Força, e, o Poder te chama,
A habitar o verdadeiro lar do amor que vem e inflama,
E a minha vida não definha, mas, antes, a ti ama!

Quero, eu, que o tempo passe, um agosto após agosto,
Hei de ser reto como até aqui tu me tens posto,
Por almejar, um dia, de novo, oscular-te o rosto!

"Soneto à Garcia Lorca".

Por las águas límpias de la mar,
Ván dos sirenas cantantes,
La una pudiera ser el Saturno,
La otra pudiera ser el Titán.
Sirenitas les dije en alto sonido,
Donde está el amor finito?
En mis anillos dijo el Saturno,
En mi playa dijo el Titán.
Y yo que estaba en la mar nadando,
Vi dos sirenas de pedras,
Y una doncella desnuda.
La una sirena era la otra,
Y la doncella era ninguna.
Sirenitas les dije en alto sonido,
Donde está el amor finito?
En mis anillos dijo el Saturno,
En mi playa dijo el Titán.
Por la arena blanca de la mar,
Vi dos sirenas desnudas,
Una sirena era la otra,
Y las dos erán ninguna.

"Soneto à Garcia Lorca".

Por las águas límpias de la mar,
Ván dos sirenas cantantes,
La una pudiera ser el Saturno,
La otra pudiera ser el Titán.
Sirenitas les dije en alto sonido,
Donde está el amor finito?
En mis anillos dijo el Saturno,
En mi playa dijo el Titán.
Y yo que estaba en la mar nadando,
Vi dos sirenas de piedras,
Y una doncella desnuda,
La una sirena era la otra,
Y la doncella era ninguna.
Sirenitas les dije en alto sonido,
Donde está el amor finito?
En mis anillos dijo el Saturno,
En mi playa dijo el Titán.
Por la arena de la mar,
Vi dos sirenas desnudas,
Una sirena era la otra,
Y las dos sirenas erán ningunas.

"Soneto para Angelitta".

Qiusiera yo tener la dulce ventura,
De desnudar tus senos y besalos,
Y de ti cambiarme en un vasallo,
Cosechar los laureles de la dulce loucura.

Quisiera deslizar por tu cuerpo las mis manos,
Sentir el calor de tu piel, asi, tán caliente,
Decir a tus oidos palabras indecentes,
Y, amarte en la vida por todos los años.

Quisiera sentir el frescor de tuya alma,
A los cuatro vientos en las hojas de palma,
Tener más un segundo en fondo de ti.

Quisiera sentir la fragáncia en tu piel,
Y, cosechar para yo mismo el laurel,
De tenerte siempre bien junto a mi.

10 maio, 2008

"Soneto para Isabella".

Pai; eu quero, apenas, sentar, e, conversar,
Sem dedo em riste, sem mágoa, e, sem rancor,
E, sem delongas, devotar-lhe o sincero amor,
O amor de filha que eu quero lhe dar.

Pai; em minha alma há um profundo questionamento,
Por que será que você, insensato, me matou?
Quando de sua lúdica janela, simplesmente, me jogou.
Gerando no vestíbulo de minha alma o vil lamento.

Já não lhe bastavam os hematomas na epiderme?
Por que me exclui, assim, como se eu fosse um verme?
E não se importou nem com a minha dor.

Você me privou de ser médica, dentista ou algo assim,
Privou-me de viver a vida que era minha enfim,
Mas, assim mesmo eu hei de lhe ofertar o amor.

09 maio, 2008

"Soneto para Regina Tereza".

Abro os meus olhos, acordo, lavo o rosto,
Recomponho a mente, e, solene, sento à mesa,
As janelas da alma captam Regina Tereza,
Encravada no oceano de pranto e de desgosto.

Retrocedo no tempo, desço à anos do passado,
Como se poder eu tivesse para rejuvenescer.
Tornar assim à minha mocidade para viver,
O sonho cálido de somente, à Tereza, ter me dado.

Ledo engano; ao tempo da mocidade adentro em pensamento,
E, ouço uma singela voz que a própria voz do meu lamento,
Perante o amor dela outrora recusado.

O tempo urge e, hoje, somos simples sexagenários,
E, personagens deste infame e vil cenário,
Que retrata a juventude plena do passado.

"Soneto para Leda".

À sombra dos vistosos manacais, a silhueta,
Se desenha ante o orvalho, do Lua, prateado,
E, as estrelas em terno brilho cintilado,
De ti, ó virgem cálida, molde de ampulheta.

Ao longo do campo, a relva, sorriem as rosas,
E, cujo perfume impar me adentra às narinas,
Ante o encantamento da tua imagem trasmontina,
De tuas retas e curvas tão singelas e formosas.

O corpo opaco a refletir, da Sol, a luz plena,
E, o lago artificial de água azul serena,
Atentos ouvem eu te falar de flor.

A Alpha Centauri ainda que esteja tão distante,
Do fundo azul dos céus, assim, não obstante,
Testemunha que tu falas a eu de amor.

"Soneto para Guiomar".

Quisera estar novamente ao pé da serra,
Para contemplar o jeito brejeiro da Guiomar,
A água da fonte entre as pedras a jorrar,
Ante o silêncio que o sopé se me encerra.

Quisera sentir de novo o abraço terno,
O par de seios roçar de leve em meu peito,
O beijo adolescente, lúbrico, e, sem jeito,
Diante da jura singela de um amor eterno.

Quisera sentir o entrelaçar de nossas coxas,
E, o doce perfume das açucenas roxas,
Ante a loucura de nossos treze anos.

Quisera sentir de novo o perigo tão viável,
De um defloramento ou da gravidez indesejável,
Como se, ainda assim, fôssemos decanos.

07 maio, 2008

Pavio da Cultura

Sarau literário aborda questão racial

Em uma edição especial, o Pavio da Cultura do próximo sábado (10/5) será dedicado a atividades que propõem uma reflexão sobre os 120 anos da abolição da escravatura no Brasil. Intitulado “Sessão Negra”, o sarau contará com shows musicais, poesias e a exibição de um vídeo. O evento será realizado no Centro de Educação e Cultura “Francisco Carlos Moriconi (Rua Benjamin Constant, 682 – Centro - Suzano), a partir das 20h, com entrada gratuita para o público. Os interessados em participar com seus trabalhos devem chegar com meia hora de antecedência.
Uma das primeiras atividades da noite será a exibição do vídeo “Carolina”, de Jefferson De, que retrata a vida da escritora Carolina Maria de Jesus, autora de “Diário de Uma Favelada”. O cantor e compositor Edu Alves sobe ao palco na seqüência, para apresentar um repertório focado na Música Popular Brasileira, com canções próprias e ainda sucessos de Chico Buarque, entre outros. Direto do Capão Redondo, o grupo de rap NSC terá uma participação especial durante o sarau.
De acordo com o coordenador literário da Prefeitura de Suzano, Ademiro Alves, o Sacolinha, o Centro Cultural receberá uma decoração especial nesta edição do pavio. “Com a colaboração de Elisa Ferraz vamos caracterizar o local com faixas pretas, palha da costa e muito mais. Queremos propor uma reflexão ao movimento negro sobre os 120 anos da abolição”, comentou.
O Pavio da Cultura contará ainda com algumas intervenções poéticas realizadas por membros da Associação Cultural Literatura no Brasil, com textos voltados a questão racial. Haverá também uma participação do grupo Banto, contadores de histórias do Itaim Paulista. O encerramento do sarau será com o grupo Letras Pretas - Literatura Afro-brasileira.

Soco...borto...não

Socorro!
Ajudem-me:
Por favor!
Ah!... - quem sou ?
Sou...ou...ou...ou...
É; me chamam espermatozóide.
Não...ão...ão...
Não é o esper,
Que matou a zóide,
É espermatozóide.
Sabem?
Eu encontrei.
O quê?
Ah! uma namorada.
Quem?
A tal de célula.
Não... - não é célia,
É célula!
A célula mater,
O óvulo... - sei lá!
É tão estranho né?
No início... - oh!
Eu nem a via.
Também pudera.
Havia um túnel,
Um corredor, e,
Depois dele uma cverna!
Era um túnel com calor,
Mas, sem lucerna,
E ali eu me mexia.
Então, jamais pensara,
No meu falar uníssono,
No meu impar colóquio,
Lá na trompa para onde eu ia,
Que trompa... - a uníssona,
A do tal Gabrielle Falópio.
Ouço vozes a outros silenciosas,
Que do coração se me entona,
E, então, juntos caminhando,
Ante um superfície esponjosa,
De uma parede de progesterona,
Vamos nós, ali, nos fixando,
É...é...é...é...
O nosso quarto é quente,
E, é tão aconchegante!
E, é antes um protótipo,
Sim, mas é da gente.
Entrementes, querem nos expulsar,
Tomam um comprimido de Genecocide,
E, também, um chá de canela,
E, nós, ali, como falar?
Se somos mudos, e, a nós não há revide,
E, sobre nós, a decisão é dela.
É... - o tempo urge e passa,
Lento, açli, na estranha espécie de porto,
E, ela e eu seguimos vendo,
Ao vento fugir a desgraça,
Da triste ameça do aborto,
Enquanto, ali, vamos crescendo.
Decorrem onze ou doze luas minguantes,
E, se temos a vida somente Deus a toma,
Espermatozóide, óvulo... - o quê?
Já não somos, agora, o mesmo d'antes,
Pois, ela e eu, antes parcela, somos a soma,
E o total é um bebê!

Atributos

Dizem que é Onisciente,
Então é Onisciente,
E, vê a tudo ao mesmo tempo.
Dizem que é Onipotente,
Então é Onipotente,
E, pode tudo ao mesmo tempo.
Dizem que é Onipresente,
Então é Onipresente,
E, está em tudo ao mesmo tempo.
Dizem que sou Onisciente,
Então eu sou Onisciente,
E, vejo tudo em eu mesmo.
Dizem que sou Onipotente,
Então eu sou onipotente,
E, posso tudo em eu mesmo.
Dizem que sou Onipresente,
Então eu sou Onipresente,
E,. estou em tudo em eu mesmo.
Dizem que eu slou um deus,
Então eu sou um deus,
Mas, sem Onisciência,
Mas, sem Onipotência,
Mas, sem Onipresença!

Secret

Can you be capable keeping a secret?
As if secret's soul you could see,
Because inside your mind I would be,
Even so as a storm and no as a secret.

Now, you're a secret I have in myself,
One sweet secret as no one make show of,
I'm like a lamp, a radio in turned off,
Playing the life in a secret of myself.

What can I do if I can't stop loving you?
If the world and I spin round upon you,
And all or noithing have feeling.

Therefore, I question you a bita more,
Can you keep a secret for how long more?
As for me, I'll keep it by everlasting!

Soneto para Camila

Onde estará a minha doce Lucila?
Oh! flor cálida e pura como a nuvem alva,
Que tem o brilho da estrela D'alva,
E, cuja luz me cega a pupila.

Onde estará o lúbrico tom francês?
E o perfume da rosa de saron,
O encantamento desse tom salmon ,
Que me inebria desde sessenta e três.

Onde estará ela diante dos conclamos?
De todos os outros, esse rol dos Ramos,
E, se pergunto, é claro que não sei!

Onde estará como um lago já sem foz,
Dentre as estrelas e flores cálidas esta Dejoss?
Que em segredo, um dia, eu amei!

06 maio, 2008

CONVICÇÃO

Tudo estava escuro,
Como se os meus olhos estivessem fechados
e realmente estavam,não enxergava nada.
Então os abri e nada mudou.
Me sentei,olhei para os lados,e não
vi nada,nem o chão sob meus pés.
Consegui,mesmo com muito medo
de levantar,ficar de pé.
E no meio da escuridão,saí caminhando.

HORA MARCADA

Às três e dez da manhã,
eu acordo,levanto e vou ao banheiro.
Às três e dez da manhã,
eu acordo,levanto e voum beber água.
Eu acordo sempre ás três e dez
da manhã e não sei o porquê.
Hoje,acordei e decidi escrever
sobre esse fato curioso que vem
acontecendo comigo,
E quando me deparei,de frente
ao relógio,não pude deixar de notar,
que a hora em que o mesmo marcava
era exatamente três e dez da manhã.

ISABELLE

ISABELLE (GUEL BRASIL)

Isabelle,doce menina
Que triste sina,
De assim viver
Tinhas de um tudo
E nada tinhas,
Pois te faltava
O bem querer.

Isabelle,doce menina
Que triste a sina
De assim sofer;
Tinhas amor
No lar materno,
E no lar paterno
foste morrer.
Isabelle,doce menina
Eras apenas
Um anjo inocente
Que de repente
Virou tropeço
E mal fazejo
Pra muita gente.
Gente irada
Gente malvada
Que não conjugam
O verbo amar;
Tramaram tanto
E conseguiram,
Um ser tão dócil,silenciar.
Teu sangue agora
Clama por justiça.
Dócil menina;
Se não dos homens,
Que falham,
Que essa justiça
Seja divina.

Programação de Maio

Agenda Cultural de Suzano

02 maio, 2008

O CORDEL EM ACENSÃO

Olá pessoal, para aqueles que ainda não conhece nenhuma das obras poéticas do poeta e cordelista Francis Gomes não perda tempo. Adquira qualquer uma das obras ou a coleção completa de cordéis do cordelista, na banca de livros da Associação Cultural Literatura no Brasil, montada todos os sábados na calçada do Centro Educacional e cultura Francisco Carlos Moriconi Rua Benjamin Constant 682, centro de Suzano ou no sebo Melodia, Rua General Francisco Glicério, 1150 – 2º piso – loja 26- Centro – Suzano – SP. Ou diretamente com o autor através do e-mail: tchekos@ig.com.br


Veja a seguir as obras do autor:




O CAIPIRA FEIO E A ACADEMIA I













MALANDRO




















AVENTURAS DE UM CAIPIRA




















PRIMEIRA VEZ















O SERTANEJO













O CAIPIRA FEIO E A ACADEMIA II





O AGRICULTOR O DOUTOR E A ELEIÇÃO













DENGUE, PREVENIR OU MORRER

Em todo o Brasil

Leia a segunda edição do livro...


Na livraria mais próxima de sua casa.

01 maio, 2008

A MÃE DO CAIPIRINHA

Salve todas as mães do mundo e principalmente minha heroina, minha querida mamãe.
se ser mãe é uma dádiva de Deus, ser filho de minha mãe, é uma dádiva duplicada.

Francis comes

A importância do perdão



Olha seu moço, me lembro como se fosse agora.
Já faz tanto tempo, é verdade,
Mas até hoje o meu coração chora,
Às vezes sinto ele sangrando de saudade.

Sempre que papai brigava comigo,
Aborrecido, eu ia chorar num canto de parede qualquer.
Mamãe me chamava, vem cá filho,
Me colocava no colo e me fazia cafuné.

Ás vezes eu nem tava sentindo mais nada,
Mas fingia, fingia mermo que estava,
Só pra ficar um pouco mais no colo dela,
Era tão bom, que eu até cochilava.

Eu gostava daquelas mãos em meus cabelos,
Secando minhas lágrimas, beijando meu rosto,
E falando: filho perdoa o papai,
Porque se você não perdoar ele morre de desgosto.

O papai do céu não gosta disso,
E vai levar o papai prá Ele, se você não perdoar.
Como eu gostava muito do papai,
Eu logo perdoava como medo de papai do céu levar.

E assim era com todos os que eu gostava,
Papai, mamãe, vovô, vovó, e até meu cachorrinho Sassá.
Se me deixasse triste eu perdoava,
Só prô papai do céu num levar.

Minha mãezinha, nunca brigava comigo.
Nunca me fazia chorar, nunca me fazia sofrer.
Mas teve um dia que eu fiz lá uma traquinagem,
E sabe seu moço, ela precisou me bater.

Num momento de raiva. Coisa de criança.
Eu falei o que num devia falar naquela hora.
Chorando, zangado, disse prá ela:
Mamãe, eu nunca vou perdoar à senhora.

Oh! Seu moço, eu nunca devia ter falado aquilo...
Por isso eu acho que a culpa foi minha.
Num demorou muito tempo,
Papai do céu veio, e levou minha mãezinha.

Mas eu chorei tanto seu moço, tanto...
Falei prá ela que eu perdoava, era só ela ficar de pé.
Mas ela nem me ouviu, nem quis saber,
Me viu chorando e nem me chamou pra fazer cafuné.

Seu moço, eu tô tão arrependido do que falei,
Num sei prá que fui falar que num perdoava,
Tanto que ela me pediu, me avisou,
Se eu num perdoasse, o papai do céu levava.

Olha seu moço, por isso eu peço pra você:
Se sua mãezinha lhe bater, perdoe na merma hora.
Porque se a minha tivesse aqui, podia me bater o quanto quisesse.
Que eu perdoava só prô papai do céu num levar ela embora.

Porque depois que ela foi, a vida perdeu a graça,
Perdi a vontade de viver, nunca mais eu tive alegria,
Nunca mais ninguém me pegou no colo,
Nem me fez cafuné como mamãe fazia.









Francis Gomes
Coisas do coração


As coisas do coração
Vai muito além da razão
Ninguém pode compreender,
Loucuras de uma paixão
Não existe explicação
Ninguém pode entender.

Eu não consigo explicar
Como eu posso gostar
De quem não gosta de mim.
Eu não consigo entender
Como eu posso sofrer
Por quem não sofre por mim.

Parece coisa de louco
Um homem morrendo aos pouco
Por causa de uma mulher,
Com tanta mulher no mundo
Meu coração vagabundo
Escolheu quem não me quer.




Francis Gomes

tchekos@ig.com.br

NOVA POESIA

NO LEITO

Deitado nesta cama
De coma, debilitado, todo estourado.
Minha noiva por este mundo
Escorando muro
Já arrumou outro namorado
Com toda a certeza
Para ela
Desta não saio vivo
O que resta é só rezar
Meu pequeno primo
Nem se lembra que estou aqui
Por causa da pipa que fui comprar
Para soltar-mos juntos
Eu sei que ele não tem culpa
Do freio ter acabado
Naquela bendita ladeira
Por fim além do carro
Eu também fiquei todo estourado
A vida dele continua
Brincando com a garotada
A vida é engraçada
Os dias passam.
Nesta cama
Semanas parecem meses
Lembro-me de tantas coisas
Que não dava tanto valor
Sol, chuva, ventania.
Praia, beijo na boca.
Que delicia
Um abraço em minha noiva
Neste instante tudo o que eu mais queria
Minha eterna namorada
Mas eu aqui, encima desta cama.
Na base da agulhada
Minha bunda
Minhas costas
Todo meu corpo
Já esta virando uma ferida só
Não adianta tirar os curativos
As feridas só aumentam
De tanto ficar deitado
O medico disse para minha mãe
Que meu pinto
Não tem mais jeito
Foi estrangulado, esmagado.
Depois de ter caído o muro encima do carro
E sobre meu corpo
Minha mãe é muito chorona
Meu filho, doutor.
Reabilite-o, por favor,
Se for preciso de um choque em sua mente
Pensei que ele ia me dar muitos netos
Senhora
Seu filho pode até se levantar
Do choque que posso dá
Mais seu pinto
Para cima nunca mais vai olhar
A tristeza tomou conta de minha mãe
Um homem sem pinto
É melhor que a morte o carregue
Minha mãe sai triste pela porta do meu quarto
Depois de ter dado um beijo em minha testa
E feito uma oração
Lagrimas descem do seu rosto
Mãe é mãe nessas horas
E só assim que damos valor
Daqui de cima vejo todos
Em volta de meu corpo
Não sinto mais dor
De vezes em quando
Fico do lado do meu próprio corpo
Olhando para mim mesmo
Todo estourado, entubado.
E digo como estou feio
Dou risada de minha própria desgraça
Só estou à espera que desliguem os fios
Que estão me mantendo vivo
O gasto de um morto vivo
No hospital sai muito caro
Já têm outros na fila
É questão de tempo para ser desligado
Fico triste por minha mãe
Sei que só por ela serei lembrado
Sinto uma revolta
Se não fosse aquela bendita pipa
E do meu pequeno primo
Eu não estaria aqui
Estaria era curtindo minhas férias
E minha noiva
Escuto um estrondo
Calma senhor
É só brincadeira
Sei que tudo tem um propósito
Calma ai senhor
Descuidei do meu corpo
Já volto
São os médicos
Tentando-me reanimar
Olho no aparelho
Que esta do lado de minha cama
Com alguns gráficos
São meus batimentos cardíacos
Tun, tun, tun, tunnnnnnnnnnnn.
Os médicos correm
Aplicam algo em minha veia
Dão eletro choque em meu peito
Não tem jeito
Os médicos.
Me cobrem ,olham no relógio
Horário da morte
23h, 30minutos
Avisem à família
Em minha antiga casa
O telefone toca
Minha mãe chora
Eu estou perto dela
Em espírito
E também choro
E ela grita
Meu filho.


PAULO PEREIRA
ASSOCIAÇAO CULTURAL LITERATURA NO BRASIL
paulo.pereira13@isbt.com.br