30 novembro, 2005

Lançamento!!!

Confirmado!

Lançamento do livro Cadernos Negros vol. 28
Dia 13 de dezembro - às 19h00
Local: Auditório do MASP
Av. Paulista, n° 1596
www.quilombhoje.com.br
Tel: (11) 6232-4211


Capa do volume 27 lançado em 2004.



Público presente no lançamento do "Cadernos Negros" volume 27 no Itaú Cultural.

Próximo evento

O AUTOR NA PRAÇA APRESENTA

Apresenta

Chico César, autografando seu primeiro livro Cantáteis - Cantos elegíacos de amozade

O músico, compositor e escritor Chico César é o próximo convidado do projeto O Autor na Praça, no dia 3 de dezembro. Chico estará autografando Cantáteis - Cantos elegíacos de amozade, além de seu novo CD De uns tempos pra cá. Haverá leituras, participação do músico, compositor e escritor Erton Moraes (Movimento Trokaoslixo), do violonista e craviolista Romano Nunes Cabelo, do artista plástico D`Ollynda e o cartunista Júnior Lopes realizando caricaturas Informações sobre o livro, o CD e o autor abaixo ou www.uol.com.br/chicocesar/index2.htm

O AUTOR NA PRAÇA - Chico César autografa o livro Cantáteis - Cantos elegíacos de amozade
Dia 03 de dezembro, Sábado, a partir das 14h - Entrada Franca.
Espaço Plínio Marcos - Feira de Artes da Praça Benedito Calixto
Informações: Edson Lima - Tel. 3085 1502 / 9586 5577 - oautornapraca@oautornapraca.com.br
Imprensa: Ofício das Letras - Adriana Monteiro - 3021 3522 / 3022 2783 - drixoficio@uol.com.br

Cantáteis - Cantos elegíacos de amozade - Este livro revela, tanto para o público que acompanha o trabalho de Chico César como para aqueles que se interessam por poesia, um poeta original, erudito e afinado com a sensibilidade contemporânea. Um poeta capaz de dialogar, com vigor e originalidade, com os cantos do sertão e da Divina Comédia, com o pop, com o modernismo latino-americano, com a poesia brasileira e, é claro, com a música popular. Cantáteis, nas palavras do autor, é "um canto de amor e amizade a uma mulher", e foi escrito impulsionado "por esse sentimento híbrido (amozade) e que muitas vezes julgamos formado por partes que se negam: o amor e a amizade". A musa, mais além da mulher real que existiu na vida do poeta, é "uma representação de um tipo de mulher de São Paulo. Urbana, letrada, combativa, independente, freqüentadora dos círculos intelectuais alternativos, das rodas artísticas". Se São Paulo, como disse outro poeta, é como o mundo todo, Cantáteis é uma experiência de linguagem que ultrapassa as fronteiras dos idiomas, das culturas, do nacional, do popular, do erudito, dos gêneros, das identidades, da língua. Ao mesclar elementos da sua própria experiência, da vida cotidiana, com referências eruditas, da filosofia à política, e da cultura popular, do cinema, do pop, da comunicação de massas e do brega, entre outras, Cantáteis dialoga com uma rica vertente da literatura e da poesia contemporâneas. Mais além, na própria estrutura, por sua proposta cênica, musical (encontra-se em parte musicado) e midiática, o poema se insere no registro multimídia, característica marcante da criação poética a partir do século XX. O livro apresenta um maravilhoso projeto gráfico e xilogravuras de João Sánchez. (Editora Garamond, 112 págs., R$ 26,00 - www.garamond.com.br)

Chico César - Nasceu em Catolé do Rocha, na Paraíba, em 1964. Aos 16 anos, foi para João Pessoa, onde se formou em jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba, enquanto participava do grupo Jaguaribe Carne, que fazia poesia de vanguarda. Aos 21, mudou-se para São Paulo. Trabalhando como jornalista, aperfeiçoou-se no violão, multiplicou as composições e formou seu público. Hoje tem uma carreira artística de repercussão internacional.

Sobre o novo CD - De uns tempos pra cá me tornei um artista razoavelmente conhecido em alguns circuitos, dentro do meu país e fora dele. À minha revelia, mas também com minha anuência, determinados aspectos da música que faço se tornaram mais visíveis que outros. Não é que eu queira me queixar. Nem poderia, num momento em que uma das principais queixas de muitas pessoas (artistas inclusive) é a invisibilidade. Não de partes. Mas a invisibilidade total delas, e de sua produção. Ser em parte conhecido, visível, ou conhecido em partes já aparenta alguma vantagem. Principalmente quando se tem, quando se criam ou se conquistam as condições de iluminar o que antes já existia, mas não podia ser percebido em plenitude. Ou era simplesmente ignorado. É o que acontece comigo agora com o lançamento deste De uns Tempos pra Cá, ao qual me entreguei com a alegria e a inquietação que apenas a liberdade criativa possibilita. Retribuí o convite da Biscoito Fino com canções e interpretações estritamente autorais e que só poderiam estar neste disco. Em nenhum outro, apesar das músicas já existirem muito antes que ele fosse imaginado. O desejo de gravá-las neste formato camerístico com o inquieto Quinteto da Paraíba é que norteia o disco. Mais informações. www.chicocesar.com.br / www.uol.com.br/chicocesar/release.htm.

28 novembro, 2005

Trajetória Literária!

Na última sexta-feira o escritor Marcelino Freire esteve na cidade de Suzano falando de sua Trajetória Literária.
Acima temos o Marcelino e o escritor Sacolinha.


Marcelino Freire dando entrevista para o jornal Diário de Suzano.


Livro "Contos Negreiros" de Marcelino Freire.

26 novembro, 2005

Dezembro!!!

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA LITERÁRIA*

07/12 (quarta-feira)
20h - Abertura da Semana Literária
Lançamento da Revista “1° Concurso Literário de Suzano” e do vídeo documentário do projeto cultural Literatura no Brasil.

08/12 (quinta-feira)
15h – Work Shop e leitura de poesias com Sérgio Vaz
20h – Palestra com Luiz Alberto Mendes, autor dos livros “Memórias de um Sobrevivente (2002)”, “Tesão & Prazer (2004)” e “Às cegas (2005)”.

09/12 (sexta-feira)
15h – Work Shop de Literatura de Cordel com Moreira de Acopiara, membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC).
20h – Palestra: Semana de Arte Moderna (1922), com João Capozzoli, Instrutor e Crítico literário.

10/12 (sábado)
18h – Encerramento da Semana Literária, com uma sessão de filmes ligados à literatura
20h – Pavio Natalino – Sarau Cultural.

*Local: Centro Cultural Moriconi

Rua Benjamin Constant, 682 - Centro - Suzano - S.P

Atenção estudantes do curso (superior) de Letras, a Secretaria de Cultura de Suzano estará cedendo certificado aos alunos que participarem integralmente do evento.

Mais informações pelo telefone 4747-4180.
e-mail: literaturanobrasil@bol.com.br

25 novembro, 2005

Sarau Erótico

Release (Por Marcos Cirillo, jornalista)
Assunto: Pavio Sessão Erótica

A Secretaria de Cultura de Suzano promoverá neste sábado (26/11), a partir das 20h, o Pavio Cultural “Sessão Erótica”. O evento será realizado no Centro de Educação e Cultura “Francisco Carlos Moriconi”. A entrada é gratuita. A coordenadoria de Literatura está preparando uma surpresa a todos os presentes no evento.

Segundo o coordenador de Literatura, Ademiro Alves, o Sacolinha, tanto os interessados em recitar poesias como os interessados em apenas assistir, deverão ser maiores de 18 anos.
De acordo com ele, o evento compreenderá em leitura e interpretação de textos, peça teatral, pinturas, desenhos, apresentação musical e filmes, tudo isso num pacote de erotismo para esquentar a noite de sábado.
No dia do evento, haverá poesias e contos em sistema Self-Service para aqueles que não levarem seus próprios textos.

O ator Juliano Simões fará na abertura do evento uma interpretação da poesia “Delírios”, de Olavo Bilac. Na seqüência, outras poesias serão recitadas. O grupo Neura apresentará a cena “Incesto” da peça “E não vos deixeis cair em tentação”, com direção de Fernandes Júnior. Para dar seqüência nas atividades, a atriz Tuane Vieira fará uma leitura dramática do texto “O cântico dos cânticos”, de Dalton Trevisan. Tuane interpretará ainda o “Soneto do escravo”, de Willian Shakespeare.

Vale ressaltar que o evento será complementado com cenas de filmes eróticos e exposição de alguns quadros de Iberê Rodrigues, Pedro Neves, Policarpo Ribeiro e Gilberto Mattos.


Mais informações: 4747-4180 Coordenadoria de Literatura.

Cadernos Negros!!!

Vem aí... o Cadernos Negros vol. 28 - Contos afro-brasileiros.
Participações: Sacolinha, Allan da Rosa, Márcio Barbosa, Esmeralda Ribeiro, entre outros...
Lançamento no dia 16 de dezembro. Anote na agenda.
Local à confirmar.
www.quilombhoje.com.br

23 novembro, 2005

+ Poesias

Almoxarifado de afetos

Eu acredito apenas nesta velha pilha de discos.
Quando se fecha um livro
com aquele baita frio na barriga –
Uma vontade comovente e incontornável
de ir cuidar da própria vida –

Na gordona pulando com gosto seu pulo ridículo na piscina.
No outro lado deste momento.
Nessas coisas que não têm
a menor importância
para quem decidiu que vai haver briga.

Marcelo Montenegro

22 novembro, 2005

Cooperifa!

VEM AÍ...

O 1º PRÊMIO COOPERIFA*

AGORA É PRA VALER!!!

EM DEZEMBRO VAI ACONTECER A ENTREGA DO 1º PRÊMIO COOPERIFA.
O PRÊMIO SERÁ ENTREGUE A TODAS AS PESSOAS E ENTIDADES QUE DIRETA OU INDIRETAMENTE FAZEM A DIFERENÇA PARA O POVO DA PERIFERIA. POETAS, LIVROS, EVENTOS CULTURAIS, JORNALISMO, AMIGOS E AMIGAS, PROJETOS, PARCEIROS DE CAMINHADA, MÚSICOS, CDS, DOCUMENTÁRIOS, TEATRO E QUEM A GENTE QUISER PREMIAR. POIS O CRITÉRIO É NÃO TER CRITÉRIO. A GENTE VAI PREMIAR QUEM A GENTE QUISER!

* Um troféu muito lindo já está sendo confeccionado. Aguardem.

Atenciosamente; Sergio Vaz!

Graduado em Marginalidade


Capa e a contracapa do romance "Graduado em Marginalidade", do escritor Sacolinha.
Distribuição e vendas: (11) 8325-2368

21 novembro, 2005

+ Eventos!

Com apoio do Projeto Cultural Literatura no Brasil, a Secretaria de Cultura de Suzano realizará os dois eventos abaixo:

25 – sexta-feira – às 20h00 – Trajetória Literária c/ Marcelino Freire
Dando continuidade ao projeto que consiste em trazer para a cidade, escritores nacionalmente conhecidos, o escritor Marcelino Freire vem á Suzano para falar de sua trajetória no meio literário.
Local: Centro Cultural Moriconi (Biblioteca).
Gratuito.

26 – sábado – às 20h00 – Pavio Erótico* - Sarau
Leitura e interpretação de textos, peça teatral, pinturas, desenhos, apresentação musical e filmes. Tudo isso num pacote de erotismo para esquentar á noite de sábado.
No dia haverá textos (poesias e contos) em sistema Self-Service para as pessoas que não virão munidas de poesias.
* Proibido para menores de 18 anos.
Local: Centro Cultural Moriconi (Biblioteca).
Gratuito.


Centro Cultural Moriconi.
Rua Benjamin Constant, 682 – Centro – Suzano – S.P.

+ foto...


Marcopezão e Marquinhos, ambos da Cooperifa.
O escritor Sacolinha considera o poeta Marcopezão, um dos maiores, se não o melhor poeta da cidade de São Paulo.
E como diz Marcopezão: " Nóis é ponte e atravessa qualquer rio"...

19 novembro, 2005

O LIVRO...


Graduado em Marginalidade
(Romance contemporâneo)
Ademiro Alves (Sacolinha)

A corrupção arruína um bairro tranquilo e o transforma em antro de drogas e guerra urbana.
Este romance conta a história do jovem Vander, e de Lúcio Tavares, policial que transformou a pacata Vila Clementina em Brás Cubas, distrito de Mogi das Cruzes, num depósito de droga. Trouxe também a guerra, o calibre e a morte. Transformou Vander de amor em ódio. Esse passou pelas maiores provocações que um ser humano pode agüentar. Foi obrigado a jogar o jogo da melhor defesa; o ataque.
No fim, eu surpreendo o leitor com um final imprevisível, mas tão verdadeiro que, mesmo sendo triste temos que aceitá-lo.
Neste livro você vai do cheiro das rosas ao cheiro de pólvora, um romance original e categórico no qual a maioria dos personagens tem razões suficientes para ser quem são.
Escrito num momento turbulento da minha vida, esta obra pulsa como as favelas brasileiras nos dias de domingo, onde circulam Vander, Casquinha, Sandrão, Vladi e Nego bá.
Graduado em marginalidade vem versando sobre diversos assuntos: sexo, umbanda, candomblé, música, literatura, vício, política e sentimento.
Toda a história foi inspirada na vida real, vida que é maquiada pelas nossas novelas brasileiras.
Mas eu alerto: se você sofre de depressão ou qualquer outro tipo de coisa que te leve à tristeza, não leia este livro, é muito perigoso.
As participações ficam por conta do escritor, roteirista e dramaturgo Fernando Bonassi, Ferréz, Bruno Capozolli, Sérgio Vaz, Alessandro Buzo e do escritor cubano Juan Perone.
Apreciem com moderação.
Aquisição: (11) 4749-5744 / 8325-2368

Próximo Projeto!!!

Esta é a capa da Revista 1º Concurso Literário de Suzano, concurso que foi realizado entre os meses de abril e setembro. Foram duas categorias; Contos/Crônicas e Poesias/Poemas.
Os avaliadores foram: Fernando Bonassi, Sérgio Vaz, Ferréz, Luiz Alberto Mendes, Marcopezão e Alessandro Buzo.
A revista tem lançamento previsto para o dia 07 de dezembro, na abertura da Semana Literária.

Sacolinha...

18 novembro, 2005

+ eventos...

... E continua a Semana Zumbi dos Palmares. Hoje o tema é “Literatura Negra e Afro-descendente”.

18 – às 19h00 – Debate: “Literatura Negra e Afro-descendente”
Expositores: Márcio Barbosa (Quilombhoje Literatura)
Padre Gabriel (Pastoral Afro/Escritor)
Rubens Barbosa (Secretário Municipal de Educação/ Professor)
MEDIADOR: ESCRITOR SACOLINHA

Local: Centro Cultural Francisco Carlos Moriconi.

19 – às 19h00 – Lançamento do documentário + Entrega do título “Negro Sim” + Debate.
Tema: “Mulher Negra e seus desafios”

Expositoras: Mãe Sandra (Ylê Axé Iá Omin)
Delvanice Couto (Presidente do Conselho da Mulher)
Roseli (Negra Cidadã de São Paulo)
MEDIADOR: MÁRCIO DE SOUZA

Local: Sindicato da Construção Civil
Rua Campos Salles, 165 – Centro – Suzano – S.P

20 – às 14h00 – Show de encerramento
Conselho de Mestres de Capoeira de Suzano (Puxada de rede)
Dança Afro
Dossiê / Ktarse (Hip Hop)
Nossa Amizade (Samba)
Dinho e a Irmandade Africana (Reggae)
Barracas de artigos africanos
Sorteios de camisetas e bonés
APRESENTAÇÃO: COSME NASCIMENTO E JOSUÉ FERREIRA

Local: Praça João Pessoa
Rua Benjamin Constant, s/nº – Centro – Suzano – S.P

Realização: C.P.D Sócio Cultural Negro Sim!


Literatura em Novembro

25 – sexta-feira – às 20h00 – Trajetória Literária c/ Marcelino Freire
Dando continuidade ao projeto que consiste em trazer para a cidade, escritores nacionalmente conhecidos, o escritor Marcelino Freire vem á Suzano para falar de sua trajetória no meio literário.
Local: Centro Cultural de Suzano
Gratuito.

26 – sábado – às 20h00 – Pavio Erótico*
Leitura e interpretação de textos, peça teatral, pinturas, desenhos, apresentação musical e filmes. Tudo isso num pacote de erotismo para esquentar á noite de sábado.
No dia haverá textos (poesias e contos) em sistema Selv-Service para as pessoas que não virão munidas de poesias.
* Proibido para menores de 18 anos.
Gratuito.


Local: Centro Cultural de Suzano.
Informações: 4747-4180
e-mail: literaturanobrasil@bol.com.br

17 novembro, 2005

Evento...

PROJETO "O AUTOR NA PRAÇA"

Apresenta

Audálio Dantas & Ricardo Ramos Filho - Tarde Graciliano Ramos & Vlado, 30 anos

Para lembrar Graciliano Ramos (* 27/10/1892) e Vladimir Herzog (+ 25/10/1975), os próximos convidados do projeto O Autor na Praça são o jornalista Audálio Dantas e o escritor Ricardo Ramos Filho. Audálio estará autografando o livro A Infância de Graciliano Ramos e Ricardo, neto de Graciliano, autografa os livros infanto juvenis O pequenino grão de areia, Sonho entre amigos e Computador Sentimental. Na ocasião estaremos lembrando os 30 anos de vida eterna de Vladimir Herzog que, como Graciliano, transformou Momentos no Cárcere em histórias de liberdade. Veja abaixo informações sobre os convidados e os livros.

O AUTOR NA PRAÇA - Audálio Dantas & Ricardo Ramos Filho
Dia 19 de novembro, Sábado, a partir das 14h - Entrada Franca.
Espaço Plínio Marcos - Feira de Artes da Praça Benedito Calixto
Informações: Edson Lima - Tel. 3085 1502 / 9586 5577 - oautornapraca@oautornapraca.com.br

Informações sobre Graciliano: www.graciliano.com.br,
sobre Vlado: www.fpabramo.org.br/especiais/vlado / http://cinema.uol.com.br/filmes/2005/09/29/vlado.jhtm

Vlado: 30 anos
(Audálio Dantas)

Faz trinta anos, Vlado. / Faz trinta anos que aqui te sepultaram. / Faz trinta anos que esta terra te cobriu./ Havia pressa, tua presença de morto incomodava. / E por isso ordenaram que esta terra logo te cobrisse. / Mas a tua memória, Vlado, / esta ficou pairando sobre todas as iniqüidades e gritando mais forte que o ódio insensato. / E gritando forte, muito forte, em nossas consciências. / Faz trinta anos, Vlado. / Nesse tempo, meu irmão, teu nome correu mundo... como se fosse um grito. / O grito de todos os outros cujos sacrifícios conseguiram manter em silêncio. / Faz trinta anos, Vlado. / Em vão ordenaram pressa em te cobrirem o corpo, como se algumas pás de terra / pudessem sepultar contigo a nossa sede de justiça. / Sobre a tua sepultura, Vlado, ergueram-se as nossas vozes, gritando NÃO ao ódio. / Faz trinta anos, Vlado. / E eis-nos aqui, unidos numa certeza: "Nenhum gemido de ninguém na Terra será oculto aos olhos do Senhor". / Faz trinta anos, Vlado. / Pouco tempo diante da eternidade, da luta do homem pela liberdade. / Da tua luta, que é nossa hoje e será de teus filhos amanhã.

(Texto lido na abertura do ato inter-religioso em memória de Vladimir Herzog, no dia 23 de outubro de 2005, na Catedral da Sé, por ocasião dos 30 anos de vida eterna de Vlado).

Ricardo Ramos Filho - Nascido na cidade do Rio de Janeiro em 4 de janeiro de 1954, Ricardo Filho transferiu-se com sua família para São Paulo bem garoto ainda, onde se criou e vive até hoje, trabalhando com computação de dados. Neto e filho de escritores -- Graciliano Ramos (Vidas secas, Memórias do cárcere) e Ricardo Ramos (Circuito fechado, Os amantes iluminados) --, Ricardo Filho publicou seu primeiro livro, as memórias de Computador sentimental (para jovens), em 1992. Ainda para o mesmo público, sai em 1995 a novela Sonho entre amigos, ambos pela editora Atual. Em 1998, aparece o livro infantil O pequenino grão de areia, pela Paulos. Em 2001 participou da criação coletiva: A Nave de Noé, assinada pelos Primos Ramos Amado, também juvenil, que saiu pela Record. No site infantil do Banco ABN Amro Real, www.bancoreal.com.br, teve duas histórias publicadas, na página Brincando na Rede, no Canto do Conto: Livrinho sem figuras e Olívia. Ultimamente, tem focado seu trabalho em textos infantis, todos ainda inéditos.

A infância de Graciliano Ramos - A vida do menino Graciliano Ramos, cheia de medos, angústias e a sua dolorosa descoberta do mundo no sertão nordestino é contada pelo jornalista Audálio Dantas no livro A infância de Graciliano Ramos. O livro integra a coleção infanto-juvenil A Infância de..., do Instituto Callis, e será lançado no domingo (dia 10), no Sesc Pompéia. O projeto gráfico e as ilustrações são de Camila Mesquita; as fotos de Tiago Santana, que fez o ensaio fotográfico da exposição "O Chão de Graciliano" e imagens reproduzidas do acervo do Instituto de Estudos Brasileiros da USP. Na oportunidade os atores Nilson Muniz e Ricardo Nash, farão uma performance com base em textos de Graciliano. A coleção, iniciada com Graciliano Ramos, de Audálio Dantas, e Tarsila do Amaral, de Carla Caruso, mostra as brincadeiras, os sonhos e as aventuras da infância de importantes artistas e escritores, o que eles tiveram de especial, suas fantasias, temores e desejos iguais aos de outros meninos e meninas. O dia-a-dia da vida em família, as primeiras lições da escola e da vida, os primeiros contatos com a arte e a literatura são contados de forma encantadora. Assim o leitor poderá aproximar-se do universo particular de cada um dos personagens, conhecendo também um pouco da infância de outras épocas e outras regiões do Brasil. A história do menino Graciliano, contada por ele mesmo em prosa dura e seca, no livro Infância, é agora recontada pelo jornalista Audálio Dantas. Nascido no interior de Alagoas, assim como Graciliano, Audálio sempre se interessou pelo escritor, cuja vida e obra pesquisou para produzir uma grande exposição ("O Chão de Graciliano"), inaugurada em 2003, no Sesc Pompéia, e remontada em várias outras cidades. Audálio mostra nesse livro, com muita delicadeza, o menino Graciliano, uma criança reprimida mas muito imaginativa, inconformada com a opressão e a injustiça. Graciliano nasceu em 1892 e foi o primeiro dos dezesseis filhos que os pais tiveram. Muito cedo ele conheceu as asperezas da vida no sertão nordestino. O livro de Audálio Dantas mostra as dificuldades que o menino enfrentou para aprender a ler e escrever, principalmente porque seu pai, muito autoritário, e a maioria de seus professores queriam que ele aprendesse na marra. Muitos deles utilizavam a palmatória, objeto de madeira com que antigamente castigavam os alunos que não estudavam direito ou que apresentavam dificuldades para aprender. A paciência e o carinho de uma irmã e de dona Maria, uma professora que, diferente das outras, "tinha alma de criança", ajudaram o pequeno Graciliano a descobrir a magia das palavras. A partir daí, o menino não parou mais, até se tornar o grande escritor Graciliano Ramos, autor de clássicos como Vidas Secas e São Bernardo..

Audálio Dantas Iniciou sua carreira, como repórter, na "Folha de S. Paulo" (1954), passando depois pelas seguintes publicações: revistas "O Cruzeiro" (redator, chefe de reportagem), "Quatro Rodas" (editor de turismo, redator-chefe), "Realidade" (redator, editor), "Manchete" (chefe de redação) e "Nova" (editor). Entre os trabalhos mais importantes que realizou, como jornalista e escritor, inclui-se o lançamento do livro "Quarto de Despejo", da favelada Carolina Maria de Jesus. Fez a compilação do diário que ela escreveu, na favela do Canindé, em São Paulo. O livro, lançado em 1960, foi um dos mais vendidos até hoje no Brasil e foi traduzido em 13 idiomas.
Teve atuação destacada no sindicalismo e na política, durante o regime militar. Em 1975 - Elege-se presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, com mandato até 1978. Sua eleição marca a vitória do primeiro movimento de oposição sindical, desde 1964, e sua atuação, no episódio da morte do jornalista Vladimir Herzog (outubro, 1975), levou a mudanças que terminaram por influir no próprio processo político brasileiro. Em 1976 - Membro do Conselho Editorial do jornal "Movimento", um dos mais importantes veículos da imprensa alternativa, ao lado de, entre outros, Chico Buarque de Hollanda, Orlando Villas-Bôas e Fernando Henrique Cardoso. Em 1977 - Eleito membro da Academia Paulista de Jornalismo. Em 1978 elege-se Deputado Federal por São Paulo, na legenda do MDB. Em 1981, recebe o Prêmio Kenneth David Kaunda de Humanismo (Organização das Nações Unidas, setembro de 1981), por sua atuação em defesa dos direitos humanos. Em 1982, volta a ocupar a presidência do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, para o qual foi eleito Vice-Presidente em 1980. Em 1983, eleito presidente da Federação Nacional dos Jornalistas Profissionais, na primeira eleição direta realizada no País para uma federação de trabalhadores. A proposta de eleição direta, contrariando a legislação vigente, partiu do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, durante sua gestão. 1984 - Membro fundador da Anistia Internacional/São Paulo. 1984 - Eleito vice-presidente do Conselho Curador da Fundação Cásper Líbero. 1984 - Eleito presidente do Conselho Curador da Fundação Cásper Líbero. É, ainda, membro da União Brasileira de Escritores e vice-presidente de honra do Conselho Paulista de Defesa da Paz. Detentor de vários prêmios de jornalismo. 1997 - Articulista do Diário Popular, de São Paulo, até julho de 2001. 2001 - Comentarista da TV Canal de São Paulo/TVA. Eleito presidente da Fundação Ulysses Guimarães, de São Paulo. Passa a produzir eventos culturais, entre os quais, "Cem Anos de Cordel", que teve sua curadoria, no Sesc Pompéia, em São Paulo. Em 2001, realiza, no Sesc Pompéia (abril a junho), em São Paulo, o evento 100 anos de Cordel - exposição, apresentação de grupos de teatro e música, palestra de especialistas brasileiros e estrangeiros sobre literatura popular, oficinas e feira, com participação de poetas populares e xilógrafos de todo o País. Em 2003, funda a empresa Audálio Dantas Comunicação e Projetos Culturais. Em 2003/2004, realiza o projeto "O Chão de Graciliano", por ocasião do cinqüentenário da morte do autor de "Vidas Secas". Essa exposição, da qual é o curador, teve 5 montagens (São Paulo, Maceió, Araraquara, Fortaleza e Recife). Em 2004, realiza o projeto "Na Terra de Macunaíma", juntamente com o escritor Fernando Granato, no Sesc Araraquara, na cidade onde Mário de Andrade escreveu a obra. 2005 - Nova montagem da exposição "Na Terra de Macunaíma", no Sesc Piracicaba, desde 15 de março. 2005 - Eleito, por unanimidade, vice-presidente da ABI - Associação Brasileira de Imprensa (maio/2005)

Livros publicados: "O Circo do Desespero" (Editora Símbolo, São Paulo, 1976). / "Resistência" (Câmara dos Deputados, 1979). / "Tempo de Luta" (Câmara dos Deputados, 1980). / "Repórteres" (Editora Senac, 1998). / "A infância de Graciliano Ramos" - infanto-juvenil (Instituto Callis, abril/2005) / " A infância de Mauricio de Sousa" - infanto-juvenil (Instituto Callis), lançado em 25 de setembro de 2005

16 novembro, 2005

Começa hoje

Semana Zumbi dos Palmares

16 – às 19h00 – Debate: “Capoeira, Cultura e Luta”
Expositores: Mestre Quim (Conselho de Mestres)
Eufradísio Modesto (Mestre de Capoeira)
Eliza Ferraz (Educadora e Capoeirista)
MEDIADOR: WALD FERREIRA

Local: Centro Cultural Francisco Carlos Moriconi.
Rua Benjamin Constant, 682 – Centro – Suzano – S.P

17 – às 19h00 – Debate: “História da África na Educação”
Expositores: Marilândia Frazão
Regina Santos (Projeto Dombali)
Maria da Penha (Dirigente Regional de Ensino)
MEDIADORA: ALESSANDRA FÉLIX

Local: Centro Cultural Francisco Carlos Moriconi.

18 – às 19h00 – Debate: “Literatura Negra e Afrodescendente”
Expositores: Márcio Barbosa (Quilombhoje Literatura)
Padre Gabriel (Pastoral Afro)
Rubens Barbosa (Secretário Municipal de Educação)
MEDIADOR: SACOLINHA

Local: Centro Cultural Francisco Carlos Moriconi.

19 – às 19h00 – Lançamento do documentário + Entrega do título “Negro Sim” + Debate.
Tema: “Mulher Negra e seus desafios”
Expositoras: Mãe Sandra (Ylê Axé Iá Omin)
Delvanice Couto (Presidente do Conselho da Mulher)
Roseli (Negra Cidadã de São Paulo)
MEDIADOR: MÁRCIO DE SOUZA

Local: Sindicato da Construção Civil
Rua Campos Salles, 165 – Centro – Suzano – S.P


20 – às 14h00 – Show de encerramento
Conselho de Mestres de Capoeira de Suzano (Puxada de rede)
Dança Afro
Dossiê / Ktarse (Hip Hop)
Nossa Amizade (Samba)
Dinho e a Irmandade Africana (Reggae)
Barracas de artigos africanos
Sorteios de camisetas e bonés
APRESENTAÇÃO: COSME NASCIMENTO E JOSUÉ FERREIRA

Local: Praça João Pessoa
Rua Benjamin Constant, s/nº – Centro – Suzano – S.P

Realização: C.P.D Sócio Cultural Negro Sim!

13 novembro, 2005

Últimas notícias

Sábado, 12 de novembro, o escritor Sacolinha esteve na Penitenciária Feminina do Tatuapé.
O escritor bateu um papo com as internas dás 14hs às 16h30. Deixou alguns exemplares do seu romance “Graduado em Marginalidade” e alguns contos urbanos.

Livrarias que estão vendendo o livro Graduado em Marginalidade:

Livraria Nobel: Suzano Shopping – Centro – Suzano – S.P.Livraria Musicultural: Rua Gal. Francisco Glicério, 1001 – Centro – Suzano – S.PLivraria Book Brasil: Av. Nove de julho - Centro – Poá – S.PLivraria Alpharrábio: Rua Eduardo Monteiro, 151 – Centro – Santo André – S.P


Adquira o livro: O TREM - CONTESTANDO A VERSÃO OFICIAL de Alessandro Buzo.
alessandrobuzo@terra.com.br

Toda quarta-feira às 21h tem Sarau da Cooperifa
Local: Bar do Zé Batidão - Rua Bartolomeu dos Santos, 797 – Chácara Santana – Jd. Guarujá – S.P.
Ao lado da Igreja de Piraporinha na Zona Sul.
Informações: (11) 5891-7403 / 9333-6508


Assista o programa BLACK TV, todos os sábados ás 21h00 no site:
www.alltv.com.br

Está funcionando a biblioteca comunitária Suburbano Convicto.
Informações: 8218-7512
alessandrobuzo@terra.com.br

Pavio da Cultura

Dia 12 de novembro às 20hs aconteceu o 7° Pavio da Cultura (Sarau literário). Este evento foi dedicado ao Mês da Consciência Negra.Local: Centro Cultural Francisco Carlos Moriconi - Rua Benjamin Constant, 682 - Centro – Suzano – S.P.

25 – sexta-feira – às 20h00 – Trajetória Literária c/ Marcelino Freire
Dando continuidade ao projeto que consiste em trazer para a cidade, escritores nacionalmente conhecidos, o escritor Marcelino Freire vem á Suzano para falar de sua trajetória no meio literário.
Local: Centro Cultural
Gratuito.

26 – sábado – às 20h00 – Pavio Erótico*
Leitura e interpretação de textos, peça teatral, pinturas, desenhos, apresentação musical e exibição de filmes. Tudo isso num pacote de erotismo para esquentar á noite de sábado.
No dia haverá textos (poesias e contos) em sistema Self-Service para as pessoas que não virão munidas de poesias.
* Proibido para menores de 18 anos.
Gratuito.

Informações: (11) 4747-4180 / 8325-2368
literaturanobrasil@bol.com.br

11 novembro, 2005

FOTOS!

Fotos do lançamento do livro Graduado em Marginalidade, do escritor Sacolinha.
Centro Cultural, Suzano, São Paulo...
Eliza Ferraz (Capoeirista e educadora), Márcio, Sacolinha, Coelho (Samba na veia) e sua esposa Sônia.

Walmir Pinto (Secretário de Cultura), e o escritor João Pomelli.


Sacolinha autografando seu livro...


Marcelo Candido (Prefeito de Suzano)

FOTOS ll






Mais Poesias...

Notícia
(Dinha)

Entre a bala e a notícia
quanto vale essa ferida
na pele de nossas almas?

vale o ofício?
vale o ridículo?
soluço abafado?

Entre a bala e a notícia
quanto vale a ferida?
quanto vale?

O gesto
é sempre o telefone
tocando fundo
cutucando onça
com vara curta
e o telegrama que informa:
Senhoras, é hora.
E a hora consome.


Dinha...

10 novembro, 2005

Sérgio Vaz!

"MEU CORAÇÃO QUANDO TEM ORGASMO, ELE EJACULA LÁGRIMAS PELOS OLHOS".
(Sérgio Vaz, durante o Sarau da Cooperifa que ocorreu ontem, dia 09/11)

Novidades...

Amanhã publicaremos aqui, fotos do lançamento do livro Graduado em Marginalidade, romance do escritor Sacolinha que foi lançado oficialmente no dia 05 de agosto de 2005 no Centro Cultural de Suzano.
Aguardem!

Periafricania ( Parte 2)
(Robson Canto)

O rufar dos tambores soava por todo o Quilombo.
Trazendo lembranças da terra separada pelo atlântico.
Angola, Quênia, Rhuanda, Congo.
Novos tempos, Serra da barriga, Alagoas, Pernambuco,
De lança em punho os Quilombolas vão a luta.
Zumbi, Ganga Zona, Ganga Zumba.Thaíde, Gaspar, Funk Buia.
Instruídos por griots.
O Menelick, A voz da raça, Frente Negra.
Hip-Hop, Quilombhoje, Cooperifa
Seus filhos irão morar:
Na Periafricania, no Capão Pecado, e no Quarto de Despejo.
E que os orixás abençoe que suas atitudes sejam sempre Z´africanizadas.

09 novembro, 2005

Mini-Conto

Ainda lhe faltava algo.
(Robson Canto)

Sentado em sua cama, Fabio olha o céu negro, à lua e as estrelas, o vento bate suavemente nas folhas das árvores.
A solidão era sua grande inimiga, dentro de si, Fabio sentia um enorme vazio.
Na rua certo dia, Fabio foi abordado por três evangélicos, que o convidaram para ir visitar a igreja. Como não tinha nada a perder, aceitou o convite.
As palavras da bíblia ajudaram-o a amenizar o vazio dentro de si. Mas Fabio não concordava com algumas normas imposta pela igreja. Deixou de freqüenta-la.
Fabio buscava sentido pra sua vida, e não encontrava, pensou que fosse a falta de uma namorada. Na escola onde estudava, Fabio conheceu Marta, começaram a namorar.
Mas ainda lhe faltava algo, sentia que necessitava de alguma coisa.
Entrou em uma livraria, apenas pra comprar uma caneta(bic). Na saída viu a capa de um livro que chamou sua atenção, leu o titulo, pegou um exemplar folheou, e, foi ao caixa pagar.
Após ler a última página do livro, entendeu o que faltava em sua vida, era o que estava em suas mãos... Os livros.

08 novembro, 2005

Slogan L.B

PROJETO CULTURAL LITERATURA NO BRASIL
VALORIZANDO A CULTURA DE PERIFERIA

Evento literário

João Capozzoli, Sacolinha e Ferréz no debate "Literatura e suas vertentes", realizado no Centro Cultural de Suzano no dia 13 de outubro de 2005

Adquira cultura


Graduado em Marginalidade
(Romance contemporâneo)
Ademiro Alves (Sacolinha)


A corrupção de um policial arruína um bairro tranqüilo e o transforma num antro de drogas e guerra urbana.
Este romance conta a história do jovem Vander, e de Lúcio Tavares, policial que transformou a pacata Vila Clementina em Brás Cubas, distrito de Mogi das Cruzes, num depósito de droga. Trouxe também a guerra, o calibre e a morte. Transformou Vander de amor em ódio. Esse passou pelas maiores provocações que um ser humano pode agüentar. Foi obrigado a jogar o jogo da melhor defesa; o ataque.
No fim, eu surpreendo o leitor com um final imprevisível, mas tão verdadeiro que, mesmo sendo triste temos que aceitá-lo.
Neste livro você vai do cheiro das rosas ao cheiro de pólvora, um romance original e categórico no qual a maioria dos personagens tem razões suficientes para ser quem são.
Escrito num momento turbulento da minha vida, esta obra pulsa como as favelas brasileiras nos dias de domingo, onde circulam Vander, Casquinha, Sandrão, Vladi e Nego bá.
Graduado em marginalidade vem versando sobre diversos assuntos: sexo, umbanda, candomblé, música, literatura, vício, política e sentimento.
Toda a história foi inspirada na vida real, vida que é maquiada pelas nossas novelas brasileiras.
Mas eu alerto: se você sofre de depressão ou qualquer outro tipo de coisa que te leve à tristeza, não leia este livro, é muito perigoso.
As participações ficam por conta do escritor e roteirista Fernando Bonassi, Ferréz, Bruno Capozolli, Sérgio Vaz, Alessandro Buzo e do escritor cubano Juan Perone.
Apreciem com moderação.


Após a leitura deste livro, você não será mais o mesmo...

Graduado em Marginalidade

Quem quiser adquirir a obra é só fazer o pedido pela Internet ou pelo correio e receberá em casa em dois dias úteis (48 horas) a contar da data de confirmação do depósito bancário.

Modo de fazer: Valor do livro: R$ 25,00 + Carta registrada: R$ 4,99 = 29,99
Deposite este valor no banco Bradesco:
Agência: 101-5
Conta Poupança: 1009809-2
Ademiro Alves de Sousa

Envie o comprovante ou xerox do comprovante para:
Ademiro Alves
Rua Guarani, n° 413 – Jd. Revista – Suzano – S.P.
Cep: 08694-030

Assim que o depósito for confirmado enviaremos o livro.

Obra: Graduado em Marginalidade
Autor: Ademiro Alves (Sacolinha)
Estilo: Romance contemporâneo / Ficção
Editora: Scortecci
Número de páginas: 168
Capítulos: 29
Número de personagens: 311
ISBN: 85-366-0370-4
Valor: R$ 25,00
Participações:

· Juan Perone (escritor cubano)
· Fernando Bonassi
· Ferréz
· Bruno Capozolli (Instrutor técnico literário)
· Alessandro Buzo
· Sérgio Vaz



Atenção: Quem quiser promover um lançamento do livro Graduado em Marginalidade do escritor Ademiro Alves (Sacolinha), entre em contato com o Projeto Cultural Literatura no Brasil. Disponibilizamos 100 (cem) convites e ajuda na divulgação, seja dentro ou fora do estado de São Paulo.

Informações e vendas: (11) 4749-5744 / 8325-2368
E-mail:
literaturanobrasil@bol.com.br

07 novembro, 2005

Consciência Negra

SEMANA ZUMBI DOS PALMARES

16 – às 19h00 – Debate: “Capoeira, Cultura e Luta”
Expositores: Mestre Quim (Conselho de Mestres)
Eufradísio Modesto (Mestre de Capoeira)
Eliza Ferraz (Educadora e Capoeirista)
MEDIADOR: WALD FERREIRA

Local: Centro Cultural Francisco Carlos Moriconi.
Rua Benjamin Constant, 682 – Centro – Suzano.


17 – às 19h00 – Debate: “História da África na Educação”
Expositores: Marilândia Frazão
Regina Santos (Projeto Dombali)
Maria da Penha (Dirigente Regional de Ensino)
MEDIADORA: ALESSANDRA FÉLIX

Local: Centro Cultural Francisco Carlos Moriconi.

18 – às 19h00 – Debate: “Literatura Negra e Afrodescendente”
Expositores: Márcio Barbosa (Quilombhoje Literatura)
Elaine Cavaleiro (Escritora e Educadora)
Padre Gabriel (Pastoral Afro)
Rubens Barbosa (Secretário Municipal de Educação)
MEDIADOR: SACOLINHA

Local: Centro Cultural Francisco Carlos Moriconi.

19 – às 19h00 – Lançamento do documentário + Entrega do título “Negro Sim” + Debate.
Tema: “Mulher Negra e seus desafios”
Expositoras: Mãe Sandra (Ylê Axé Iá Omin)
Delvanice Couto (Presidente do Conselho da Mulher)
Roseli (Negra Cidadã de São Paulo)
MEDIADOR: MÁRCIO DE SOUZA

Local: Sindicato da Construção Civil
Rua Campos Salles, 165 – Centro – Suzano.


20 – às 14h00 – Show de encerramento
Conselho de Mestres de Capoeira de Suzano
Religiões de Matrizes Africanas
Pastoral Afro de Palmeiras
Dossiê / Ktarse (Hip Hop)
Nossa Amizade (Samba)
Raizama (Reggae)
Barracas de artigos africanos
Sorteios de camisetas e bonés
APRESENTAÇÃO: COSME NASCIMENTO E JOSUÉ FERREIRA

Local: Praça João Pessoa – Centro – Suzano.


Realização: C.P.D Sócio Cultural Negro Sim

Mais...

>>>ATIVA-MENTE<<<
(Bianca Vieira)

Tudo é faxada, está tudo encoberto.Vivemos em um regime disfarçado e maquiado de democracia. Se analisarmos com cautela veremos que a afirmação tem fundamento.Ou você acredita que a política do "cadeias sim escolas não" está correta?Talvez você não tenha parado para refletir que para o governo é conveniente que seu povo não pense.Porque criar escolas,estabelecimentos de ensino,para incentivar a população a raciocinar?Ou então você talvez pense que a programação dos canais abertos brasileiros seja fraquíssima por coincidência,ou será que é porque quando estou entretida assistindo o BBB eu não penso na revolução,na necessidade de uma nação com igualdade e oportunidade a todos.Pode ser também que você ache que o ensino público está falido pois o país está em desenvolvimento,mas pode também ser por uma simples questão de censura e limitação de informação à massa. Pensamentos manipulados são como praga em nosso país,também pudera,com a Globo todos os dias enfatizando a inferioridade do nosso povo para toda a população e o Marcelo Resende pregando diariamente que a maioridade penal deve diminuir e que deveria existir pena de morte,impossível que milhares de mentes não absorvam tudo sem nada questionar.Quem é que vai pensar em levantar a mão para o sistema e dizer que toda criminalidade hoje existente se deve a falta de oportunidade,igualdade e má disribuição de renda?Quem irá dizer que tem orgulho de ter nascido brasileiro se a novela prega a superioridade do gringo,do estrangeiro? Nosso povo não tem condições de reinvindicar,pois está submerso na futilidade que lhe é imposta pelo consumismo.Não se pensa mais no coletivismo,isso não é lucrativo!Mas essa essência não se perdeu por completo,a periferia ainda guarda nossas origens e nossa identidade:uma cerveja no bar da esquina com amigos,o samba nas reuniões em família,o grito de gol nos estádios,a mulecada soltando pipa nas lajes...Isso é Brasil!É sentir-se vivo e lutar como guerreiro incessantemente.E é no gueto que o verdadeiro brasileiro se encontra,jogado,esquecido...e ainda acusam-no de omisso,de conivente ao crime organizado,mas é a única assistencia que se disponibiliza,as autoridades os recriminam,humilham e beneficiam-se de seus suados reais e depois pedem que denunciem os criminosos,só que na favela quem investe é o traficante,o criminoso.O pobre já não tem mais o que perder,e independente da procedencia,necessita desesperadamente de ajuda.Mas ainda assim a imprensa julga ladrão aquele que esconde o almoço debaixo da blusa,enquanto o que rouba com a caneta de ouro regala-se em ostentações. Quem dera se fossem só estes os fatores que oprimissem os mais desfavorecidos da sociedade,mesmo no século XXI ainda temos de conviver com o preconceito e o racismo,ignorância fruto de mentes fechadas e limitadas,que não conseguem conviver com a diferença alheia.É,mais uma vez,o meio influenciando a formação de opnião ao criar um estilo de vida ideal esteriotipado e quem se difere dele torna-se "estranho","anormal".E as diferenças espirituais e intelectuais?Estas são primordiais para a existência humana,e por sua vez também não poderiam deixar de ser(ou pelo menos tentaram)canalizadas.Não é de hoje que a espécie é massacrada por leis impostas pela religião;o desejo de dominação,de um subjulgando o outro,é milenar.Com base nisso defendo meu agnostinianismo,não acredito que alguém imperfeito como eu possa determinar o que é certo e o que é errado,acredito que igrejas deixam de ser "templos" e passam a ser simples edificações,prédios,onde o indivíduo torna-se hipócrita para satisfazer a sua "teologia".Mas tenho fé,creio na existência de algo superior a toda essa corrupção que se expande ao nosso redor,e até,às vezes,em nós mesmos.Deus é consolo,Deus consola-nos!...independente de credo. Celebremos as diferenças,valorizemos nosso povo,a missigenação.Pobre dos povos que se julgam superiores por sua suposta pureza,mal sabem eles que a verdadeira superioridade está no mestiço,que acumula a sabedoria de mil raças.Ah,se todos os brasileiros soubessem seu valor!Nunca mais esquivariam-se dos porcos fardados que os reprimem,perceberiam que a união de todas mentes pensantes seria indestrutível,aí sim,a verdadeira revolução começaria. É por isso que sou militante do Hip Hop(com maiúsculas,sempre!),porque esse movimento tem o intuito de levar informação e cultura a quem não tem acesso,de mostrar que existe outro caminho,outra opção.Mas o nacional(HipHop) tem um sabor diferente,tem nosso tempero:a ideologia.Enquanto os pseudo-rapers gringos rotulam-se cafetões e aparecem recostados em carros de luxo,com imensos cordões de ouro,de infinita ostentação, e mulheres "salientes" dançando ao redor o rap nacional preocupa-se com o social e visa o bem-estar e igualdade populacional.Mas não posso esquecer-me da literatura marginal,que caminha juntamente com o Hip Hop e tem me influenciado profundamente no modo de escrever.Minha preferência pela temática social sempre foi evidente em todos meus textos,mas a partir deste movimento literário aprendi a enchergar a comunicação como um dom.

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www.flogao.com.br/biancarp

Bianca-RP

Texto novo

>>>ATIVA-MENTE<<<
(Bianca Vieira)

Tudo é faxada, está tudo encoberto.Vivemos em um regime disfarçado e maquiado de democracia. Se analisarmos com cautela veremos que a afirmação tem fundamento. Ou você acredita que a política do "cadeias sim, escolas não" está correta?
Talvez você não tenha parado para refletir que para o governo é conveniente que seu povo não pense. Porque criar escolas, estabelecimentos de ensino, para incentivar a população a raciocinar? Ou então você talvez pense que a programação dos canais abertos brasileiros seja fraquíssima por coincidência, ou será que é porque quando estou entretida assistindo o BBB eu não penso na revolução,na necessidade de uma nação com igualdade e oportunidade a todos.Pode ser também que você ache que o ensino público está falido pois o país está em desenvolvimento,mas pode também ser por uma simples questão de censura e limitação de informação à massa. Pensamentos manipulados são como praga em nosso país,também pudera,com a Globo todos os dias enfatizando a inferioridade do nosso povo para toda a população e o Marcelo Resende pregando diariamente que a maioridade penal deve diminuir e que deveria existir pena de morte,impossível que milhares de mentes não absorvam tudo sem nada questionar.Quem é que vai pensar em levantar a mão para o sistema e dizer que toda criminalidade hoje existente se deve a falta de oportunidade,igualdade e má disribuição de renda?Quem irá dizer que tem orgulho de ter nascido brasileiro se a novela prega a superioridade do gringo,do estrangeiro? Nosso povo não tem condições de reinvindicar,pois está submerso na futilidade que lhe é imposta pelo consumismo.Não se pensa mais no coletivismo,isso não é lucrativo!Mas essa essência não se perdeu por completo,a periferia ainda guarda nossas origens e nossa identidade:uma cerveja no bar da esquina com amigos,o samba nas reuniões em família,o grito de gol nos estádios,a mulecada soltando pipa nas lajes...Isso é Brasil!É sentir-se vivo e lutar como guerreiro incessantemente.E é no gueto que o verdadeiro brasileiro se encontra,jogado,esquecido...e ainda acusam-no de omisso,de conivente ao crime organizado,mas é a única assistencia que se disponibiliza,as autoridades os recriminam,humilham e beneficiam-se de seus suados reais e depois pedem que denunciem os criminosos,só que na favela quem investe é o traficante,o criminoso.O pobre já não tem mais o que perder,e independente da procedencia,necessita desesperadamente de ajuda.Mas ainda assim a imprensa julga ladrão aquele que esconde o almoço debaixo da blusa,enquanto o que rouba com a caneta de ouro regala-se em ostentações. Quem dera se fossem só estes os fatores que oprimissem os mais desfavorecidos da sociedade,mesmo no século XXI ainda temos de conviver com o preconceito e o racismo,ignorância fruto de mentes fechadas e limitadas,que não conseguem conviver com a diferença alheia.É,mais uma vez,o meio influenciando a formação de opnião ao criar um estilo de vida ideal esteriotipado e quem se difere dele torna-se "estranho","anormal".E as diferenças espirituais e intelectuais?Estas são primordiais para a existência humana,e por sua vez também não poderiam deixar de ser(ou pelo menos tentaram)canalizadas.Não é de hoje que a espécie é massacrada por leis impostas pela religião;o desejo de dominação,de um subjulgando o outro,é milenar.Com base nisso defendo meu agnostinianismo,não acredito que alguém imperfeito como eu possa determinar o que é certo e o que é errado,acredito que igrejas deixam de ser "templos" e passam a ser simples edificações,prédios,onde o indivíduo torna-se hipócrita para satisfazer a sua "teologia".Mas tenho fé,creio na existência de algo superior a toda essa corrupção que se expande ao nosso redor,e até,às vezes,em nós mesmos.Deus é consolo,Deus consola-nos!...independente de credo. Celebremos as diferenças,valorizemos nosso povo,a missigenação.Pobre dos povos que se julgam superiores por sua suposta pureza,mal sabem eles que a verdadeira superioridade está no mestiço,que acumula a sabedoria de mil raças.Ah,se todos os brasileiros soubessem seu valor!Nunca mais esquivariam-se dos porcos fardados que os reprimem,perceberiam que a união de todas mentes pensantes seria indestrutível,aí sim,a verdadeira revolução começaria. É por isso que sou militante do Hip Hop(com maiúsculas,sempre!),porque esse movimento tem o intuito de levar informação e cultura a quem não tem acesso,de mostrar que existe outro caminho,outra opção.Mas o nacional(HipHop) tem um sabor diferente,tem nosso tempero:a ideologia.Enquanto os pseudo-rapers gringos rotulam-se cafetões e aparecem recostados em carros de luxo,com imensos cordões de ouro,de infinita ostentação, e mulheres "salientes" dançando ao redor o rap nacional preocupa-se com o social e visa o bem-estar e igualdade populacional.Mas não posso esquecer-me da literatura marginal,que caminha juntamente com o Hip Hop e tem me influenciado profundamente no modo de escrever.Minha preferência pela temática social sempre foi evidente em todos meus textos,mas a partir deste movimento literário aprendi a enchergar a comunicação como um dom. www.fotolog.terra.com.br/bianca_rpwww.flogao.com.br/biancarp>>Bianca-RP

04 novembro, 2005

Agenda Novembro

11 - sexta-feira – Abertura das inscrições para o Pavio Sessão Erótica
No último sábado de novembro, a Secretaria de Cultura, fará mais uma edição extra do Pavio da Cultura (Sarau cultural). Dessa vez o evento será erótico. Tanto os interessados em recitar poesias como os interessados em assistir o evento, deverão ser maiores de 18 anos e se inscrever no Centro Cultural á partir do dia 11 de novembro.
Local: Centro Cultural.
Gratuito.

12 – sábado – às 20h00 – Pavio da Cultura Sessão Negra
Em comemoração ao Mês da Consciência Negra esta edição terá como foco a temática racial.
Os interessados em apresentar os seus trabalhos, podem entrar em contato com a Coordenadoria de Literatura na Secretaria Municipal de Cultura.
Local: Centro Cultural.
Gratuito.

25 – sexta-feira – às 20h00 – Trajetória Literária c/ Marcelino Freire
Dando continuidade ao projeto que consiste em trazer para a cidade, escritores nacionalmente conhecidos, o escritor Marcelino Freire vem á Suzano para falar de sua trajetória no meio literário.
Local: Centro Cultural
Gratuito.

26 – sábado – às 20h00 – Pavio Erótico*
Leitura e interpretação de textos, peça teatral, pinturas, desenhos, apresentação musical e filmes. Tudo isso num pacote de erotismo para esquentar á noite de sábado.
No dia haverá textos (poesias e contos) em sistema Selv-Service para as pessoas que não virão munidas de poesias.
* Proibido para menores de 18 anos.
Gratuito.

Novo texto...

TRABALHADORES DO BRASIL
Marcelino Freire

Enquanto Zumbi trabalha cortando cana na zona da mata pernambucana Olorô-Quê vende carne de segunda a segunda ninguém vive aqui com a bunda preta pra cima tá me ouvindo bem?
Enquanto a gente dança no bico da garrafinha Odé trabalha de segurança pega ladrão que não respeita quem ganha o pão que o Tição amassou honestamente enquanto Obatalá faz serviço pra muita gente que não levanta um saco de cimento tá me ouvindo bem?
Enquanto Olorum trabalha como cobrador de ônibus naquele transe infernal de trânsito Ossonhe sonha com um novo amor pra ganhar 1 passe ou 2 na praça turbulenta do Pelô fazer sexo oral anal seja lá com quem for tá me ouvindo bem?
Enquanto Rainha Quelé limpa fossa de banheiro Sambongo bungo na lama e isso parece que dá grana porque o povo se junta e aplaude Sambongo na merda pulando de cima da ponte tá me ouvindo bem?
Hein seu branco safado?
Ninguém aqui é escravo de ninguém.


MARCELINO FREIRE é autor, entre outros, dos livros de contos “Angu de Sangue” e “BaléRalé”, ambos publicados pela Ateliê Editorial. Em 2004, idealizou e organizou a antologia “Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século”. "Trabalhadores do Brasil", acima, faz parte do seu livro "Contos Negreiros", recém-lançado pela Editora Record. Mais informações sobre autor e obra, acesse www.eraodito.blogspot.com


Crônica...

CARLO, UMA ELEGIA
(Luiz Alberto Machado)
(em memória de todas as vítimas da injustiça)

Enquanto o fabrico desenfreado e o tráfico de armas cruéis avolumam as transações transnacionais, fazendo com que um papa genuflexo vá deprecando um mundo justo para a hipocrisia desmesurada - e ele sentado no espólio substraído das riquezas dos que ficaram pobretões -, abatem Carlos numa praça de Gênova. Enquanto a droga lícita do capital alimenta a ganância globalizadora dos senhores do mundo, protocolando hegemonias mundializadoras de um G8 que não define nada que possa favorecer uma paridade no planeta, apenas a ampliação do fosso abissal da desigualdade espragatando a esperança dos excluídos, estertora Carlo numa praça de Gênova. Enquanto o maior picareta carcamano recepciona as maiores economias mais produtivas do mundo, com os USA-e-nos-joga-fora fortificado com sua conservadora maneira de manipular a todos, uma pessoa morre assassinada por minuto na terra, e sucumbe Carlo na exatidão das estatísticas aterradoras. Enquanto a vida torna-se cada vez mais um pormenor na manutenção paradigmática duma mecânica estrutura hedionda; e a biodiversidade é loteada na exploração insustentável de um legado nefasto para os que virão amanhã; e o homem é escravizado pela vontade dos que querem a galáxia submetida ao seu mando; e a segregação levanta cada vez mais o muro limítrofe entre prósperos e famintos; e o dinheiro avilta a solidariedade, a cidadania e a sustentabilidade, Carlo vai se esvaindo em nome de um protesto doloroso. E se chamamos de gato ao gato e ao governante de patife, é porque não se perdoa a omissão dos insensíveis.

Se a terra é redonda e ainda cagam pelos quatro cantos do mundo, é porque a mentira está cultuada no tempo e no espaço.

E se nada acontecesse, nada valeria nada, porque é mais fácil assistir a morte de Carlo numa praça de Gênova, que cantar uma canção uníssona pela vida.


©Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. http://www.luizalbertomachado.com.br

03 novembro, 2005

+ Poesia

Missões missivas ou remissivas
(Fernanda Hanna)


Pensando sobre a vida e como a vejo,
Retratando-a em cadernos com tinta e letra “de mão”,
Tenho percebido o quanto não há acaso em tudo ou nada.
Tenho certeza que esta vida é feita de missões
E não encontros furtivos e casuais,
A despeito de haver no humano mais que ser,
O ego que aqueles o faz querer.
Não respiramos porque é ar,
Mas para o cérebro oxigenar,
Para sorrir, andar, chorar, falar...
Assim, creio que os encontros que temos
Ao longo de nossas vidas integram as tais missões a que viemos.
E, tão “sui generis” que só quando acontecem é que
As percebemos missivas ou remissivas, talvez até quando findam.
Sem olvidar que, uma sempre demandará a outra,
Porque a vida é um ciclo.

São Paulo, 19 de setembro de 2005.

Conto inédito

Acerto de contas
(Robson Canto)

Após jogar a ponta do baseado no córrego, Zacarias caminha lentamente, passa a mão sobre a camiseta e sente o cabo do seu trinta e oito.
Encostado no poste, Zacarias vê a viatura se aproximando em velocidade moderada, põe a mão esquerda no bolso e tateia o maço de notas. A viatura para com os faróis apagados.
- E ai Zaca ta na mão? Pergunta o policial no banco do carona.
- Aqui é sujeito de palavra! Responde Zacarias rispidamente.
- Então dá logo – diz o policial do volante – o cê acha que eu tenho a noite inteira pra ficar de tra-lá-lá com ladrão?
- Ta nervoso? Cê ta precisando transar héin? Diz Zacarias rindo.
- Vai se foder Zacarias! Diz irritado o policial do volante.
- Ta ai a porra da grana! Diz Zacarias.- Segunda-Feira tamo aqui nesse mesmo horário! Diz o policia do banco do carona.
- Sem condições – diz Zacarias sorrindo debochadamente – Hoje é quinta cês acham que agente rouba um banco por dia?
- Foda-se – diz o policia do volante – Você, o Baiano, o Xambau, o Biu. Segunda... ouviu ladrão?
- Já disse que... Zacarias não completa a frase, a viatura sai cantando os pneus.“ Gambé filhos da puta”, pensa Zacarias. Sai em direção ao esconderijo de seus parceiros. Bate na porta e diz.
- Baiano é o Zaca!
A porta é aberta segundos depois, por Biu com um a calibre doze na mão.
- E ai nego véi pela ordi? Diz Biu.
- Ta embaçado Biu! Responde Zacarias.
- O que pega meu rei? Pergunta Baiano, com um prato na mão com cinco carreiras de cocaína.
- Us pulicia disseram que segunda vai pro ponto esperar nóis no mesmo horário. Responde Zacarias.
- Caralho us arrombado tão ficando com o meu lucro! Diz Baiano cheirando.
- Demorô temô que derrubar esses cu de burro! Diz Biu.
- Pode crer Biu – diz Baiano lhe passando o prato – Vamô fuzilar us dois.- Derrubar os coxinha na quebrada é embaçado! Diz Zacarias fazendo um baseado.
- Que nada depois que nóis fizer otro banco nóis some daqui! Diz Baiano.
- É mais e us cara do tráfico! Exclama Biu.
- É tem essa né? Nóis num pode ficar mal com eles porque nóis tem família aqui! Diz Zacarias.
- Entendeu! – Diz Baiano – Vamô derrubar os coxinha de quebrada e já era.

***

- Os outros ficam ganhando essa mixaria, enquanto os ladrões tão montados na grana! Diz García ao seu parceiro de farda.
- É cruel viver com essa merda de pagamento! Responde Lopes.
- Outro dia cheguei em casa minha filha mais velha disse que não ia pra escola porque não tinha calçado vê se pode? Diz García entrando com a viatura numa favela.- Ai vai na manha que eu vou zuar com esse preto! Diz Lopes.
- Diz que se ele num tiver uma verba vamô forjar! Diz García rindo.
- Ai neguim qual é as idéia? Pergunta Lopes.
- Trabalhador senhor!
- Trabalha em que neguim?- Cobrador de lotação!
- Usa droga?
- Não!
- Tem passagem?
- Não senhor!
- Posso puxar então?
- Pode sim!
- Ai vaza daqui falô?
O telefone celular toca.
- Alô! – diz García – Oi meu amor... Estou com o Lopes combatendo o crime, as meninas já foram dormir?

***

Segunda-feira 19:30hs, garoa fina e gelada, o trânsito caótico como sempre. Num boteco próximo Biu e Baiano bebem conhaque.
- Ai nego tu sabe o plano né? Diz Baiano.
- Tô ligado! Responde Biu.
- Zaca ta na escuta? Pergunta Baiano.
- To aqui Baiano! Responde Zacarias.
- Eles vão passar nesse semáforo, as meninas vão estar com o carro parado elas vão pedir ajuda pra eles, quando eles descerem da viatura, eu e o Biu chegamos e raja eles. Tu da cobertura entendeu?
- Registrei meu bom! Diz Zacarias.
Um monza branco, da várias voltas no quarteirão. Claudia e Laura conversam sobre o plano de Baiano. Apesar de acharem mal organizado, o dinheiro que receberam compensava.Uma hora depois, quase desistindo, Claudia olha pelo retrovisor e vê uma viatura atrás de três ou quatro carros, ela propositalmente deixa o carro morrer. Alguns carros que estão atrás buzinam, ela põe a mão pra fora e com o polegar pra baixo acena. Os carros que estão atrás desviam.
A viatura se aproxima lentamente, Claudia com seu charme diz.
- O senhor podia nos ajudar?
- Será um enorme prazer! Responde Lopes sorrindo maliciosamente.
- Agradecida! Diz Claudia.
Lopes desce da viatura faz sinal pras pessoas dos outros carros esperarem e empurra o monza para o acostamento. García pára a viatura um pouco mais à frente.
Os policias conversam com Claudia. Laura fingi estar ligando para o mecânico.
Lopes elogia a beleza de Claudia, que entra no jogo. Ao ver a moto de Baiano se aproximando, Claudia diz que vai pegar caneta e papel no carro pra trocarem telefone.
- Por favor, senhor! Diz Biu.
Ao virar García recebe um tiro na testa, cai no chão sem vida. Lopes tenta em vão reagir recebe três tiros; um no pescoço, e dois na cabeça. Claudia e Laura já estão na pista oposta da avenida.
Baiano acelera a moto e sai em disparada. Biu guarda o revolver na cintura. Antes de chegarem na faixa de pedestre, Baiano e Biu escutam uma rajada, Biu saca o revolver e engatilha, fica olhando sem entender quem dera os tiros, a segunda bateria de tiros ecoa, antes de cair no chão Biu vê dois homens atirando, olha pro seu ombro e vê muito sangue ensopando sua roupa.
Baiano ao ver Biu no chão, saca a pistola e atira, e se protege atrás da mureta que separa as pistas.
Zacarias na pista contrária, encosta a saveiro perto dos dois atiradores, engatilha a calibre doze e atira, mais erra, o revide é instantâneo três balas lhe acertam, Zacarias fica agonizando no saveiro.
Baiano conseguiu fugir. Biu morreu com um tiro a queima-roupa dos policias que chegaram de reforço.
O resgate chegou e levou Zacarias pro hospital.Os telejornais davam as notícias distorcendo os fatos: “Ladrões trocam tiros com policiais após assaltarem banco”. “Operação conjunta das policiais civis e militares desarticulam assaltantes de banco”. “Baiano chefe do tráfico escapa de cerco policial”.
Na UTI os médicos tentam salvar a vida de Zacarias. A família de Zacarias estava apreensiva na sala de espera. Uma hora depois um homem estranho entra na sala de cirurgia.- Tudo bem doutor? Diz Capuano policial civil.
- Tudo! Responde o médico.
- Deixa essa praga morrer doutor – diz Capuano – Num vale nada matou dois policias, podia ser um filho meu ou seu doutor.
Minutos depois a família de Zacarias recebe a notícia do seu falecimento.

Robson Canto!

01 novembro, 2005

Mais Poesias...

O corpo assumia postura de corpo
e rolava
do alto
do morro
com a noite debaixo do braço.

Depois recebia silêncio
- cimento, areia, cimento -
e solidão por baixo


Recado

Aqui nasceu Mariguela. Não. Nasci eu.

Meu pai era analfabeto, mas contava histórias.

Na favela onde vivi, o barraco
é de quem mora, a horta
é de quem planta, a saudade
de quem fica, dignidade
de quem tem armas – ou insiste. Ou canta.

Frutois e galinhas foram sempre de quem conseguiu comer.

No momento, estou criando armas...

Canto de quem se recusa
Ao Núcleo Cultural Poder e Revolução

E nós sabemos
que a noite é longa
e o dia cheio

de dúvidas e de papéis no chão.

Tem horas que a gente não se brinda
porque a luz dos olhos, pouca
faz pouco pra iluminar

e os copos recusam encontros....

Tem tempos que se contam os minutos
mas sabemos que em segundos
Alegria

vai brotar do chão.

Pois que caem os escudos
e
o corpo sempre múltiplo
enfrenta a cara do Rei
e
descobre em suas rugas,
caminho pro quilomboúltimo
e
atira contra o teto,
destrói o templo do inferno
e
pratica a Revolução!

(Porque amor é uma chave de luta
E apesar dessas noites de chuva,
O amor vai rimar com amor.)


Sátira de Amor na cidade grande
“Valeu a pena?
Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena” Fernando Pessoa

Era tarde na cidade grande
Quando o dia resolveu expulsar a aurora.
E eu, sentindo por você dez mil milhas
De um amor profundo e prático,
Por baixo da fria garoa paulista,
Me entregava ao amor da cidade.

O sol não havia nascido - Não
Haveria sol algum aquele dia –
Por baixo da fina garoa
(mulheres nuas se estendiam)
outdoors aos operários
inda semi adormecidos.

E nesta vida sem cautela
Todo amor valeria a pena,
Se a cidade fosse pequena

E a minha alma maior que ela.

Dinha
Contatos: dinhapro@hotmail.com